Pepe Escobar: assim como no Império Romano, EUA estão em declínio

O jornalista Pepe Escobar compara o processo de decadência do império romano com uma possível queda estadunidense; "Só que no caso dos EUA a derrocada é muito mais acelerada. É impossível lidar com esses dementes, é importante que o império americano imploda sem causar muitos danos exteriores", expõe o jornalista; assista à íntegra da entrevista à TV 247

O jornalista Pepe Escobar compara o processo de decadência do império romano com uma possível queda estadunidense; "Só que no caso dos EUA a derrocada é muito mais acelerada. É impossível lidar com esses dementes, é importante que o império americano imploda sem causar muitos danos exteriores", expõe o jornalista; assista à íntegra da entrevista à TV 247
O jornalista Pepe Escobar compara o processo de decadência do império romano com uma possível queda estadunidense; "Só que no caso dos EUA a derrocada é muito mais acelerada. É impossível lidar com esses dementes, é importante que o império americano imploda sem causar muitos danos exteriores", expõe o jornalista; assista à íntegra da entrevista à TV 247 (Foto: Lais Gouveia)

TV 247 - O jornalista Pepe Escobar concedeu entrevista nesta semana à TV 247, da Tailândia, analisando os desdobramentos da política imperialista exercida pelos Estados Unidos no mundo e um possível declínio da potência capitalista. "Assim como nas fases de Calígula e Nero do Império Romano, o EUA pode estar passando por um processo de declínio hegemônico", avalia.

Escobar denuncia o genocídio na Faixa de Gaza com o povo palestino, reflexo da política sionista praticada pelo governo israelense. "Não tem nada a ver a civilização judaica com esses regimes absurdos que o governo pratica, um verdadeiro genocídio, além disso, parte do mundo árabe dissociou da causa palestina porque eles são vassalos baratos dos EUA", analisa.

O jornalista questiona o poder de submissão e manipulação da mídia hegemônica brasileira, que classifica o genocídio do povo palestino como um mero confronto entre os dois povos. "Eu trabalhei na merda da Folha e Estadão, conheço os dois veículos por dentro, são dois jornalecos de província de um país vassalo, o que sai no New York Times é copiado e colado em suas manchetes", critica Escobar. 

Irã e Venezuela

Em relação às práticas estadunidenses de sufocamento, ele encontra semelhanças entre a conjuntura venezuelana e iraniana. "Embora a América Latina esteja longe do grande jogo da "Eurásia", os russos e chineses encontram na América Latina uma grande chance de aumentar a influência na geopolítica. Os EUA utilizam da mesma jogada na Eurásia e América Latina, pois eles estão perdendo ares de influência globalmente. Se eles perdem o Brasil nas próximas eleições, imagina a reação de Washington", projeta o jornalista.

Ele ressalta que a estratégia dos Estados Unidos em relação ao Irã é semelhante ao da Venezuela. "Não podemos esquecer que a Venezuela faz parte agora do eixo do mal, então os EUA empregam diversas sansões a ambos. Os dois países representam ameaças em dois polos distintos, é o mesmo desespero de perder projeção política para China e Rússia, não tenho duvida que os chineses vão ajudar a economia venezuelana direta ou indiretamente, afinal, as reservas de petróleo da Venezuela são infinitamente maiores que da Arábia Saudita", esclarece Pepe Escobar.

O jornalista explica que os chineses há tempos estão descontentes com a política da Arábia Saudita. "Primeiro, pelo jogo que o país faz no fornecimento de petróleo, com isso os chineses tornam-se reféns, pois são compradores. Uma parceria com a Venezuela seria interessante para comprarem a um preço mais barato", explana.

EUA terá o mesmo fim do Império Romano?

Pepe compara o processo de decadência do império romano com uma possível queda estadunidense. "Só que no caso dos EUA a derrocada é muito mais acelerada. É impossível lidar com esses dementes, é importante que o império americano imploda sem causar muitos danos exteriores", expõe o jornalista.

Em relação à decadência brasileira, fruto do golpe de Estado, Pepe avalia como o País poderia retomar a sua relevância. "Enquanto diversos países contestam a potência estadunidense, o Brasil vai à contramão e se submete aos EUA. Dependendo do resultado das eleições o Brasil poderá voltar a compor o BRICS e terá novamente seu protagonismo internacional", conclui o jornalista. 

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