Pepe Escobar: Lula e Assange são os dois grandes presos políticos internacionais

Para o jornalista, o ex-presidente e o fundador do WikiLeaks são “os grandes presos políticos do século 21” ; “Assange porque desafiou o império de cabeça, e Lula porque, enquanto era presidente, o império não podia fazer nada contra ele”, afirma em entrevista à TV 247 ; assista

247 - O jornalista Pepe Escobar considera que “Lula e Assange são os grandes presos políticos do século 21” e salienta “não existir a menor dúvida” das arbitrariedades envolvidas nos processos que culminaram em suas prisões políticas. “Assange porque desafiou o império de cabeça, e Lula porque, enquanto era presidente, o império não podia fazer nada contra ele”, elucida o jornalista em análise à TV 247

Ao avaliar o encontro do G20, ele relata que Bolsonaro estava completamente descolado no fórum e explica o que realmente aconteceu com a bilateral fracassada entre China e Brasil. “Bolsonaro abandonou a reunião justificando o atraso dos chineses, é normal em todas essas cúpulas ocorrerem atrasos, mas, por parte dos chineses, eles não tinham nenhum interesse em chegar na hora”, elucida. 

Acordo Mercosul e União Européia 

O Mercosul e União Europeia fecharam acordo comercial na última sexta-feira (28). Negociado desde 1999, portanto há 20 anos.

O acordo é considerado como um dos maiores já assinados para o livre comércio entre os dois blocos. A negociação envolve os 28 países da UE e as quatro nações que fazem parte do Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai). 

Pepe revela que franceses e italianos se posicionaram contra o acordo, “pois eles estão apavorados com a ideia de que a agricultura brasileira e argentina os destruam”. “O que não é verdade, os nichos da agricultura estão protegidos pelo acordo”, diz ele. 

No entanto, Pepe ressalta que os europeus não estão se importando com a desindustrialização que tal acordo pode gerar na América Latina. “Será o abre-te Sésamo para a exportação de produtos industrializados”. 

O jornalista acredita “que o tratado terá problemas para ser aprovado em vários parlamentos europeus”. 

Assista a íntegra da análise 

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