Pequim diz que EUA querem demonstrar força ao enviar navios para o Mar do Sul da China

Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China comentou sobre a presença de dois porta-aviões dos EUA que realizam operações e exercícios no Mar do Sul da China. Em tom crítico, disse que os EUA querem fazer uma demonstração de força

Mar do Sul da China
Mar do Sul da China (Foto: Sputnik/AFP)
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247 - O Ministério chinês das Relações Exteriores afirma que os EUA enviaram deliberadamente navios para o Mar do Sul da China para demonstrar força. Os comentários foram feitos nesta segunda-feira (6) pelo porta-voz da chancelaria, Zhao Lijian, durante uma coletiva de imprensa em Pequim.

O porta-voz abordou a questão ao responder a uma pergunta sobre dois porta-aviões dos EUA que realizam operações e exercícios nessa área do Oceano Pacífico.

Por outro lado, Zhao acusou Washington de tentar abrir uma brecha entre os países da região, informa a RT.

Na semana passada, o Departamento de Defesa dos EUA informou que "a realização de exercícios militares em território disputado no Mar do Sul da China é contraproducente aos esforços para diminuir as tensões e manter a estabilidade".

"Os exercícios militares são os mais recentes de uma longa série de ações da China para impor reivindicações marítimas ilegais e prejudicar seus vizinhos do Sudeste Asiático no Mar da China Meridional. As ações da China contrastam com sua promessa de não militarizar o Mar do Sul da China e com a visão dos EUA de uma região livre e aberta do Indo-Pacífico", acrescentou o comunicado do Pentágono.

Diante disso, na sexta-feira (3), Zhao declarou que os exercícios militares que Pequim realiza na área das Ilhas Paracelso "estão sob a soberania" de seu território. E acrescentou aludindo aos EUA: "Um país fora da região geralmente se envolve em extensas atividades militares para flexionar seus músculos, e essa é a razão fundamental que afeta a estabilidade no mar do Sul da China".

Aparentemente, os comentários foram feitos em referência às chamadas operações de "liberdade de navegação" dos EUA no envio de navios de guerra para a região.

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