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Pesquisa indica maioria anti-Netanyahu e fortalece Eisenkot

Levantamento aponta vantagem do bloco opositor ao premiê israelense e mostra Gadi Eisenkot como nome mais bem avaliado para liderar o governo

Benjamin Netanyahu e Gadi Eisenkot (Foto: REUTERS)
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247 - Uma nova pesquisa de opinião em Israel aponta um cenário desfavorável ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. O levantamento indica que o bloco de partidos contrários ao atual chefe de governo alcançaria maioria parlamentar caso as eleições fossem realizadas agora, reforçando os sinais de desgaste político da coalizão governista.

De acordo com informações publicadas pelo Times of Israel, o estudo também revela um crescimento da popularidade do ex-chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, Gadi Eisenkot, que aparece como o nome mais bem avaliado para ocupar o cargo de primeiro-ministro em uma sondagem separada.

O resultado surge em meio a um período de intensa turbulência política no país, marcado por debates sobre a condução da guerra na Faixa de Gaza, divergências dentro da coalizão governista e discussões sobre o futuro da liderança israelense. Pesquisas recentes têm mostrado dificuldades crescentes para Netanyahu consolidar uma maioria parlamentar estável.

Oposição amplia vantagem

Segundo o levantamento citado pelo Times of Israel, o bloco oposicionista formado por partidos contrários a Netanyahu supera o campo alinhado ao premiê nas projeções para a composição da próxima Knesset, o Parlamento israelense. A pesquisa indica que a coalizão atualmente liderada por Netanyahu ficaria abaixo do patamar necessário para formar governo sozinha.

Os números refletem uma tendência observada em diversas sondagens realizadas nos últimos meses. Embora o partido Likud continue figurando entre as principais forças políticas do país, o conjunto de legendas oposicionistas vem acumulando desempenho suficiente para desafiar a permanência de Netanyahu no poder.

O cenário reforça as dificuldades enfrentadas pelo atual governo para recuperar o apoio de parcelas do eleitorado que demonstram insatisfação com a condução política e militar do país desde o início da guerra em Gaza.

Eisenkot ganha protagonismo

Além da disputa entre blocos, a pesquisa trouxe um dado relevante sobre a corrida pela liderança política do país. Gadi Eisenkot aparece como um dos nomes mais competitivos do campo oposicionista e registra índices de aprovação que o colocam à frente de Netanyahu em avaliações sobre quem seria mais adequado para exercer o cargo de primeiro-ministro.

Ex-chefe das Forças de Defesa de Israel, Eisenkot construiu sua imagem pública a partir da trajetória militar e, nos últimos anos, passou a ocupar espaço crescente no debate político nacional. Seu avanço nas pesquisas é visto como um dos fatores que vêm reorganizando o campo anti-Netanyahu.

O fortalecimento de Eisenkot ocorre em um momento de reconfiguração da oposição israelense, que busca ampliar sua capacidade de mobilização diante das próximas eleições e construir uma alternativa viável ao atual governo.

Disputa segue aberta

Apesar dos resultados favoráveis à oposição, o quadro político permanece altamente dinâmico. O sistema eleitoral israelense, baseado na representação proporcional, costuma produzir parlamentos fragmentados, tornando indispensáveis as negociações entre diferentes partidos para a formação de maiorias governistas.

Nesse contexto, a vantagem registrada pelo bloco oposicionista nas pesquisas não garante automaticamente a formação de um futuro governo. A capacidade de articulação entre as legendas continuará sendo um fator decisivo após a realização das eleições.

Com a aproximação do próximo pleito, os levantamentos de opinião seguem sendo acompanhados com atenção por lideranças políticas e observadores, que veem na disputa atual um momento decisivo para o futuro da política israelense e para a continuidade ou não da longa trajetória de Benjamin Netanyahu à frente do governo do país.