PF prende ex-oficial da Marinha argentina acusado por crimes contra a humanidade durante a ditadura

"Ex-militar argentino é suspeito de fazer parte da equipe de operações do Grupo de Tarefas da ESMA . Na Argentina, o grupo foi responsabilizado por assassinatos de estudantes, sindicalistas e políticos de oposição, cujos corpos teriam sido jogados ao mar nos chamados ‘voos da morte"', disse PF em nota

Sede da Polícia Federal em Brasília
Sede da Polícia Federal em Brasília (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
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Reuters - A Polícia Federal prendeu para fins e extradição na segunda-feira em Paraty, no Rio de Janeiro, um ex-oficial da Marinha da Argentina, de 69 anos, acusado de crimes contra a humanidade e sequestro, informou a PF em nota divulgada nesta terça-feira.

“O ex-militar argentino é suspeito de fazer parte da equipe de operações do Grupo de Tarefas da ESMA (Escola Mecânica Armada da Marinha Argentina). Na Argentina, o grupo foi responsabilizado por assassinatos de estudantes, sindicalistas e políticos de oposição, cujos corpos teriam sido jogados ao mar nos chamados ‘voos da morte’”, afirmou a Polícia Federal sem revelar o nome do ex-militar.

A Polícia Federal não divulgou o nome do ex-militar, mas duas fontes com conhecimento do assunto disseram à Reuters se tratar de Gonzalo Sánchez, conhecido como “El Chispa”.

A ESMA foi um dos principais centros de detenção, tortura e extermínio de dissidentes políticos durante a ditadura militar argentina entre 1976 e 1983.

Segundo a nota da PF, o ex-militar era procurado pela Interpol e já havia sido preso para fins de extradição em 2013, em Angra dos Reis, também no Rio de Janeiro, mas uma decisão judicial o colocou em prisão domiciliar. Em 2019, por sua vez, o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou sua extradição e, desde então, ele estava foragido.

Sánchez foi preso em Angra dos Reis em 2013 e posteriormente teve a extradição autorizada pelo Supremo.

Por Rodrigo Viga Gaier; Reportagem adicional de Eduardo Simões, em São Paulo; Edição Paula Arend Laier

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