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Piloto venezuelano acusado de terrorismo aparece em protesto contra Maduro

Piloto de helicóptero venezuelano foragido, procurado por atacar dois edifícios públicos com granadas e disparos, apareceu em uma vigília noturna da oposição; Oscar Pérez surpreendeu os seguidores da oposição, que realizavam uma marcha noturna para recordar as quase 100 pessoas que morreram no país durante mais de três meses de manifestações e distúrbios; "Estamos fazendo uma homenagem aos que caíram. A verdadeira homenagem é que a ditadura caia", disse; o governo classificou o ataque realizado por Pérez como sendo um ato terrorista

Confronto entre manifestante e policiais durante protesto contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em Caracas 10/07/2017 REUTERS/Carlos Garcia Rawlins (Foto: Paulo Emílio)

Reuters - Um piloto de helicóptero venezuelano foragido, procurado por atacar dois edifícios públicos com granadas e disparos, apareceu brevemente na quinta-feira em uma vigília noturna da oposição.

Duas semana atrás, o membro da polícia científica e ator de filmes de ação Oscar Pérez, de 36 anos, sequestrou um helicóptero, sobrevoou o centro de Caracas e disparou contra o Ministério do Interior e o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) em protesto contra o governo do presidente Nicolás Maduro.

Após o incidente, que Maduro classificou como um ato terrorista, Pérez apareceu em um vídeo no qual disse que estava em Caracas e prometeu manter a luta contra o governo.

Na quinta-feira à noite, Pérez surpreendeu os seguidores da oposição, que realizavam uma marcha noturna para recordar as quase 100 pessoas que morreram no país durante mais de três meses de manifestações e distúrbios.

"Estamos fazendo uma homenagem aos que caíram. A verdadeira homenagem é que a ditadura caia", disse Pérez, rodeado por jovens com os rostos cobertos, acrescentando que os protestos devem se manter nas ruas.

A Venezuela vive uma crise econômica profunda que está sujeitando milhões à escassez de alimentos e remédios, a uma inflação de três dígitos e a uma recessão prolongada.

No domingo a oposição irá realizar um plebiscito para saber se os venezuelanos desejam convocar eleições presidenciais antecipadas e impedir a instalação de uma Assembleia Nacional Constituinte, que o mandatário está promovendo para alterar a Constituição.