Piñera assume o comando no Chile, com discurso anti-Bachelet

O multimilionário conservador Sebástian Piñera assumiu no domingo a presidência do Chile com a promessa de acelerar a economia para deixar o país encaminhado ao desenvolvimento e obter consensos para "corrigir" algumas reformas da sua antecessora, Michele Bachelet

Sebastian Pinera
Sebastian Pinera (Foto: Leonardo Attuch)
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Por Antonio De la Jara e Fabian Cambero - SANTIAGO (Reuters) - O multimilionário conservador Sebástian Piñera assumiu no domingo a presidência do Chile com a promessa de acelerar a economia para deixar o país encaminhado ao desenvolvimento e obter consensos para "corrigir" algumas reformas da sua antecessora, Michele Bachelet.

Em uma cerimônia na sede do Congresso, em Valparaíso, o magnata de 68 anos oficializou seu juramento e recebeu a faixa presidencial.

Piñera, que foi presidente antes de Bachelet, entre 2010 e 2014, foi o primeiro político conservador a ser eleito desde o fim da ditadura chilena.

Sua chegada ao poder marca também o fim de uma geração de mulheres líderes da América Latina. Bachelet era a última mulher chefe de estado em uma região em que a balança política volta a se inclinar para a direita conservadora.

O presidente eleito do Chile tem prometido que irá corrigir reformas tributárias e sociais polêmicas implementadas por Bachelet que, na sua avaliação, levaram o Chile ao seu pior momento econômico e quase uma década.

No entanto, apesar do apoio do eleitorado, Piñera não contará no Congresso com uma sólida maioria necessária para levar adiante suas principais promessa de campanha, o que o obrigará a tentar negociar alianças com setores da oposição.

"Piñera aprendeu muito no seu primeiro governo e tem muito mais experiência, o que lhe dará mais maturidade para tomar decisões. Creio que seu gabinete, com muita gente de vários partidos políticos, também o apoiará", afirmou Kenneth Bunker, analista da Universidade Central de Santiago.

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