Podemos crê que resultado da eleição pode conter avanço da direita na Espanha

O líder da coligação Unidas-Podemos, Pablo Iglesias, afirmou que o resultado obtido pela coalizão de esquerda nas eleições realizadas neste domingo na Espanha não foi o melhor, mas foi suficiente para conter o crescimento da direita no país e formar governo com o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE)

Podemos crê que resultado da eleição pode conter avanço da direita na Espanha
Podemos crê que resultado da eleição pode conter avanço da direita na Espanha

EFE - O líder da coligação Unidas-Podemos, Pablo Iglesias, afirmou que o resultado obtido pela coalizão de esquerda nas eleições realizadas neste domingo na Espanha não foi o melhor, mas foi suficiente para conter o crescimento da direita no país e formar governo com o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE).

"Gostaríamos de ter tido um resultado melhor, mas é o suficiente para conter a direita e a extrema direita. Agora temos que trabalhar com paciência e discrição", afirmou Iglesias a jornalistas após a divulgação dos resultados oficiais das eleições na Espanha.

A coligação Unidas-Podemos perdeu espaço e terá apenas 42 cadeiras no Congresso dos Deputados, bem menos que as 71 que possuía na legislatura anterior, eleita em 2016.

No entanto, o secretário-geral do Podemos pediu ao líder do PSOE e atual presidente do governo da Espanha, Pedro Sánchez, para evitar a "tentação laranja", uma referência ao Ciudadanos, partido de centro-direita que se tornou a terceira força parlamentar do país.

Ciudadanos já declarou que será oposição ao governo do PSOE.

Iglesias também parabenizou Sánchez pela vitória nas eleições e disse que quer trabalhar com o PSOE para formar um governo de coalizão de esquerda e promover políticas sociais.

"Vamos trabalhar para um governo de coalizão, mas precisamos conversar sobre muitas coisas e peço que sejam pacientes", disse Iglesias, que anunciou que em breve se reunirá com Sánchez.

Os dois partidos eram aliados antes das eleições deste domingo. PSOE e Unidas-Podemos se uniram para votar a moção de censura que derrubou Mariano Rajoy, do Partido Popular, como presidente do governo da Espanha, abrindo caminho para a ascensão de Sánchez.

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