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População armênia de Nagorno Karabakh está à beira de catástrofe humanitária, diz Rogério Anitablian

O conflito está vinculado a disputas territoriais pela região montanhosa de Nagorno-Karabakh, um enclave de maioria armênia que se separou do Azerbaijão

Um soldado de etnia armênia dispara uma peça de artilharia durante a luta com as forças do Azerbaijão na região separatista de Nagorno-Karabakh, em setembro de 2020 (Foto: Defense Ministry of Armenia/via REUTERS)

247 - O comunicador e analista geopolítico Rogério Anitablian denunciou nesta quarta-feira (14) que 120.000 pessoas, aproximadamente, estão “sob cerco há mais de 72 horas” na Armênia, no enclave de Nagorno Karabakh, região que faz parte do Azerbaijão.

“O risco de catástrofe humanitária é alto”, disse Anitablian. Segundo o analista, “medidas efetivas não foram tomadas” para resolver o conflito. Pessoas ligadas ao governo do país euroasiático “fecharam” uma importante estrada na Armênia, “cortaram o fluxo de gás”. Aulas foram suspensas para o povo armênio. 

De acordo com Anitablian, há “pretextos difusos, pseudo ecologistas do Azerbaijão”. Russos, aliados da Armênia, controlam a via e estão em posição de observação. Há risco de faltarem insumos médicos,  combustíveis e alimentos básicos, acrescentou ele. 

Os confrontos em Nagorno acontecem no contexto de guerra entre Rússia e Ucrânia. O Azerbaijão recebe apoio da Turquia.

Os dois países se acusam de terem interrompido o cessar-fogo em Nagorno desde 2000, quando Armênia e Azerbaijão se enfrentaram pelo controle da região. Mais de 6.500 pessoas morreram naquela ocasião.

Azerbaijaneses e armênios faziam parte da União Soviética e, após o fim da União das Repúblicas Socialistas, os dois países passaram a ter guerras tendo como um dos motivos o controle de Nagorno.