Por que os comparsas e não o chefe?

Agncia publica imagens de companheiros de Bin Laden mortos no domingo, mas o presidente Barack Obama anuncia que no vai divulgar fotos do corpo do lder da al Qaeda

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Dario Palhares_247 – “Osama Bin Laden está vivinho da silva. Todo o carnaval armado pelos Estados Unidos desde o último domingo (1), quando foi anunciada a suposta morte do terrorista saudita, no Paquistão, não passa de uma artimanha para engordar o cacife eleitoral do presidente norte-americano Barack Obama, que vai disputar um segundo mandato no próximo ano. O atual ocupante da Casa Branca descobriu que Bin Laden atacou os EUA em 11 de setembro de 2001 a pedido de seu antecessor, George W. Bush, o qual precisava de um pretexto para invadir o Iraque, cujo ditador, Saddam Hussein tentara matar seu pai, o ex-presidente George Bush. Esperto, Obama vai usar esse trunfo para chantagear os republicanos, mantendo Bin Laden protegido sob a sua asa.”

 

Pode se preparar, pois você ainda vai ouvir alguma teoria conspiratória idêntica ou muito semelhante à descrita acima. Tudo por culpa do próprio governo dos Estados Unidos, que anunciou nesta quarta-feira a decisão de não divulgar fotos do cadáver do principal líder da al Qaeda, sob a alegação de que tais imagens seriam muito “fortes” – tão ou mais horripilantes do que os retratos, exibidos hoje pela agência Reuters, de três supostos colegas de ofício e morada de Bin Laden aniquilados por Tio Sam. Como se isso não bastasse, os norte-americanos, sem dar detalhes, já haviam anunciado que sepultaram o corpo do bambambã da al Qaeda no mar, sem dar pistas sobre o seu paradeiro – relato que alimentou os primeiros boatos e versões sobre o episódio de domingo no Paquistão.

 

Os eternos desconfiados de plantão pelos quatro cantos do planeta já dispõem até de um excelente argumento para contestar a versão oficial em conversas de botequim e nas redes sociais da internet: por que os EUA divulgaram as fotos dos filhos mortos de Saddam Hussein e, agora, estão cheios de pruridos para mostrar o presunto do terrorista nº 1 do planeta? As referidas imagens são chocantes. Em julho de 2003, Qusay e Usay Hussein foram emboscados por tropas norte-americanas no Iraque e crivados de balas. Seus rostos esburacados e deformados correram o mundo, para a felicidade de Bush jr.

 

No último sábado (30), Obama se referiu, em discurso na Casa Branca, a outras teorias conspiratórias na história dos Estados Unidos – dando um troco no empresário Donald Trump, presente à solenidade, que declarara à imprensa ter dúvidas sobre o nascimento do chefe do Executivo em solo norte-americano. Entraram no pacote presidencial desconfianças sobre a chegada do homem à lua, durante a primeira gestão de Richard Nixon, e o episódio de Roswell, no primeiro mandato de Harry Truman, em que o governo teria ocultado a queda de uma nave espacial tripulada por ETs no Novo México.

 

Pobre Obama. Horas depois de cutucar o desafeto Trump, ele se juntou à lista de colegas de cargo protagonistas de teorias conspiratórias que correm através dos tempos. Neste folclore urbano, ele se torna o mandatário que, por esta ou aquela razão, deu guarida a um terrorista sinistro, para afastá-lo dos holofotes da mídia, tirando, óbvio, alguma vantagem disso. Permanecerá para todo o sempre neste posto – a menos, claro, que mude de ideia e apresente ao mundo retratos de Osama Bin Laden mortinho da silva.

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