Posse na Costa do Marfim, com proteção francesa

Depois de uma sangrenta guerra civil, Alassane Quattara toma posse, protegido pelo exrcito francs

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Alassane Ouattara tomou posse neste sábado como presidente da Costa do Marfim, após meses de distúrbios políticos e violência. A cerimônia realizada na capital administrativa de Yamoussoukro encerra uma crise iniciada desde que Ouattara venceu as eleições de 28 de novembro de 2010, mas foi impedido de assumir o cargo após Laurent Gbagbo ter se recusado a abandonar o poder.

Gbagbo foi detido em 11 de abril após forças francesas liderarem uma investida contra o complexo presidencial no qual se localizava o bunker onde ele se escondeu. Gbagbo e a ex-primeira-dama estão em prisão domiciliar aguardando julgamento, assim como vários de seus ministros e conselheiros. Mais de mil civis morreram no conflito que eclodiu após os dois se declararem vencedores da eleição de novembro.

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, disse que a França manterá suas tropas na Costa do Marfim "para garantir a proteção de nossos cidadãos" e não para garantir a estabilidade do novo governo. O comentário foi feito durante discurso para expatriados franceses na base militar da França no subúrbio de Abidjan, após participar da cerimônia de posse do novo presidente da Costa do Marfim, Alassane Quattara.

"Sempre manteremos nossas forças militares aqui para garantir a proteção de nossos cidadãos", afirmou Sarkozy. "Aqui temos milhares de nossos compatriotas, a segurança deles deve ser garantida, então haverá soldados para fazê-lo, com o consentimento das autoridades da Costa do Marfim", acrescentou.

Mas ele disse querer "as coisas claras: o exército francês não está aqui para garantir a estabilidade de qualquer governo, mesmo de um amigo. São os marfinenses que devem escolher".

O contingente francês com 1.100 soldados foi enviado a ex-colônia francesa para manter a paz junto com as forças das Nações Unidas, quando a Costa do Marfim foi dividida, após um fracassado golpe contra Laurent Gbagbo, antecessor de Quattara, em 2002.

O exército francês apoiou Quattara no embate, mês passado, para tirar Gbagbo do poder, que se recusou a aceitar sua derrota nas eleições presidenciais de novembro. "Não é trabalho do exército francês dar apoio ou intervir nas questões dos estados africanos", disse Sarkozy. "Esta é uma nova era".

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