Presidente da Turquia manda fechar milhares de escolas no país

O presidente Tayyip Erdogan determinou o fechamento de milhares de escolas privadas, instituições de caridade e outras instituições do país; a medida faz parte do primeiro decreto assinado pelo presidente turco desde o estabelecimento do estado de emergência na nação; com o decreto, objetivo do governo é erradicar os supostos inimigos do Estado que, na opinião de Ergodan, são os responsáveis pelo fracassado golpe há uma semana; clérigo muçulmano que vive nos EUA, Fethullah Gulen é acusado de orquestrar o golpe e, segundo as autoridades turcas, é suspeito de ter forte influência sobre as escolas e as Forças Armadas do país euro-asiático

Presidente da Turquia, Tayyip Erdogan, discursa no palácio presidencial em Ancara. 26/11/2015 REUTERS/Umit Bektas
Presidente da Turquia, Tayyip Erdogan, discursa no palácio presidencial em Ancara. 26/11/2015 REUTERS/Umit Bektas (Foto: Leonardo Lucena)

José Romildo - Correspondente da Agência Brasil

O presidente Tayyip Erdogan determinou neste sábado (23) o fechamento de milhares de escolas privadas, instituições de caridade e outras instituições do país. A medida faz parte do primeiro decreto assinado pelo presidente turco desde o estabelecimento do estado de emergência na nação.

O estado de emergência foi estabelecido pelo presidente turco na última quinta-feira (21). O objetivo é erradicar os supostos inimigos do Estado que, na opinião do presidente turco, são os responsáveis pelo fracassado golpe de Estado ocorrido no último dia 15, quando uma facção das forças armadas da Turquia usou tanques, aviões e helicópteros para tentar derrubar o presidente do país.

O estado de emergência de três meses dá ao presidente e seu gabinete novos poderes para que Tayyip Erdogan possa enfrentar  uma iminente "ameaça à democracia".

As autoridades turcas também detiveram um sobrinho de Fethullah Gulen, o clérigo muçulmano que vive nos Estados Unidos, e que é acusado pelo presidente da Tarquia de orquestrar a tentativa de golpe. O presidente Tayyip Erdogan também vai iniciar a reestruturação das Forças Armadas, depois que milhares de oficiais e praças foram presos.

As escolas e as Forças Armadas estão sob suspeitas das autoridades turcas uma vez que há indícios de que Gulen teria forte influência sobre elas. Gulen nega qualquer envolvimento na tentativa de golpe de Estado em que pelo menos 246 pessoas foram mortas.

O sobrinho de Gulen, Muhammed Sait Gulen, também foi detido em uma cidade do interior da Turquia e será trazido para a capital do país, Ancara, para interrogatório. Segundo a agência estatal turca Anadolu, entre as possíveis acusações que poderiam ser feitas contra ele é a de que é membro de uma organização terrorista.

Conheça a TV 247

Ao vivo na TV 247 Youtube 247