Presidente da Ucrânia vê "guerra em grande escala" com a Rússia

"Acho que estamos muito perto do ponto de não retorno. O ponto de não retorno é uma guerra em grande escala", disse Petro Poroshenko neste sábado, após reuniões com os chefes de Estado e de governo da União Europeia em Bruxelas

"Acho que estamos muito perto do ponto de não retorno. O ponto de não retorno é uma guerra em grande escala", disse Petro Poroshenko neste sábado, após reuniões com os chefes de Estado e de governo da União Europeia em Bruxelas
"Acho que estamos muito perto do ponto de não retorno. O ponto de não retorno é uma guerra em grande escala", disse Petro Poroshenko neste sábado, após reuniões com os chefes de Estado e de governo da União Europeia em Bruxelas (Foto: Gisele Federicce)

EFE - O presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, assegurou neste sábado que a crise com a Rússia por seu apoio aos separatistas do leste do país está muito perto de se transformar em uma "guerra em grande escala".

"Acho que estamos muito perto do ponto de não retorno. O ponto de não retorno é uma guerra em grande escala", disse Poroshenko durante uma entrevista coletiva realizada após as reuniões com os chefes de Estado e de governo da União Europeia em Bruxelas.

Poroshenko afirmou que já considera como guerra o movimento de tropas russas no leste da Ucrânia, ressaltando que qualquer ação ofensiva representaria a chegada "do ponto de não retorno".

O presidente ucraniano destacou que estão sendo feito grandes esforços para que estas ações não cheguem a acorrer e que a crise deve ser solucionada através da via diplomática, se mostrando confiante em um possível cessar-fogo como resultado das negociações trilaterais da próxima semana entre OSCE, Rússia e Ucrânia.

Poroshenko fez estas declarações após manter um encontro com os chefes de Estado e de governo da UE, em reuniões bilaterais com o presidente em fim de mandato da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso; o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy; o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, e o chefe do governo italiano, Matteo Renzi.

"Tenho certeza que hoje teremos uma decisão unida de todos os Estados-membros em apoio às propostas que apresentei", assegurou Poroshenko, que também se mostrou confiante em uma ampliação das sanções setoriais da UE aplicadas à Rússia, tendo em vista que os 28 respaldaram plenamente o plano de paz para a Ucrânia.

Por outro lado, o presidente ucraniano sustentou que espera que, antes do final do ano, uma terceira via de apoio financeiro à Ucrânia, que suporia 1 bilhão de euros adicionais - 510 milhões corresponderiam a um empréstimo e outros 250 milhões seriam uma doação que Kiev não teria que pagar.

Além da ajuda financeira, a Ucrânia também espera receber ajuda humanitária e apoio militar técnico, assim como respaldo político perante as eleições.

Sobre o apoio técnico militar, Poroshenko explicou que aguarda novas consultas com os Estados-membros e assinalou que estas conversas serão realizadas na cúpula da Otan, a ser realizada na próxima semana no País de Gales.

Poroshenko também se referiu à situação de seu país após o corte de gás decretado pela Rússia, e assegurou que, por enquanto, a situação está sob controle, já que estão recebendo gás da UE mediante ao fluxo inverso.

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