Presidente de Níger, Mohamed Bazoum, é deposto e fronteiras são fechadas pelos militares
Os militares de Níger apareceram na televisão nacional, dizendo que o presidente Bazoum foi destituído e as fronteiras estão fechadas
247, com agências internacionais — Os militares de Níger anunciaram através da televisão nacional que o presidente do país, Mohamed Bazoum, foi deposto e que as fronteiras foram fechadas, conforme relatado pela agência Reuters. "Os militares de Níger apareceram na televisão nacional, dizendo que o presidente Bazoum foi destituído e as fronteiras estão fechadas", afirmou a agência de notícias. Além disso, um toque de recolher foi decretado em todo o país. A agência AFP também informou que, segundo os militares, o trabalho de "todas as instituições" em Níger foi suspenso.
O motim teve início quando soldados da guarda presidencial de Níger cercaram o palácio presidencial na capital, Niamey, bloqueando o escritório e a residência do presidente Mohamed Bazoum. A equipe do presidente nigerino afirmou que o Exército não apoiou a rebelião, que foi organizada por um grupo de militares. De acordo com o portal de notícias Jeune Afrique, a suposta razão do motim foi a intenção de Bazoum de demitir o comandante da guarda presidencial, o general Omar Tchiani. Enquanto isso, informações sobre "negociações em curso" surgiram de uma fonte das Forças Armadas, que tem como objetivo evitar a confrontação entre os soldados da guarda presidencial e o restante do Exército. O canal de televisão Al Arabiya, citando suas próprias fontes, comunicou que o presidente Bazoum se recusou a assinar uma carta de renúncia, como exigido pelos militares rebeldes. Em meio à situação delicada, o mandatário do Benim, Patrice Talon, dirigiu-se a Níger para negociar com os membros da guarda presidencial que retêm Bazoum.
A comunidade internacional está acompanhando de perto a evolução dos acontecimentos em Níger após a destituição do presidente, e o Departamento de Estado dos Estados Unidos relatou que o Secretário de Estado, Antony Blinken, conversou com o presidente nigerino e expressou o apoio dos Estados Unidos em meio aos relatos de golpe no país. A situação permanece tensa e incerta, com muitos observadores preocupados com o futuro político e a estabilidade de Níger. As próximas horas e dias serão cruciais para determinar o desenrolar dos eventos e as possíveis repercussões regionais e internacionais dessa ação militar.
