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Presidente egípcio confirma rejeição ao deslocamento de palestinos

El Sisi diz que defende os direitos do povo palestino

Abdel Fattah Al Sisi, presidente do Egito (Foto: SAUDI ROYAL COURT/REUTERS)
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Prensa Latina - O presidente egípcio, Abdel Fattah El-Sisi, ratificou nesta quarta-feira (29) a rejeição do seu governo a qualquer deslocamento de palestinos da Faixa de Gaza, conforme proposto no fim de semana por Donald Trump.

“É uma injustiça da qual não podemos participar”, disse o presidente egípcio ao reagir publicamente às propostas de Trump. 

Durante uma coletiva de imprensa com o seu homólogo queniano, El-Sisi disse estar empenhado em trabalhar com Trump para alcançar a paz no Oriente Médio, com base na solução de dois Estados.

No entanto, sublinhou que o deslocamento “nunca poderá ser tolerado ou permitido” devido à sua potencial ameaça à segurança nacional do Egito.

Além disso, sublinhou que a posição histórica egípcia em defesa da causa palestina nunca mudará.

Há direitos históricos que não podem ser ignorados, sublinhou o presidente, que alertou que a opinião pública egípcia, árabe e internacional exige a correção da injustiça cometida contra aquele povo desde 1948.

Durante um telefonema na terça-feira com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, Abdelatty reafirmou o apoio do Egito ao direito dos palestinos à autodeterminação.

Os palestinos querem permanecer nas suas terras e rejeitam qualquer transferência ou deslocamento, sublinhou.

No sábado, Trump propôs realocar muitos dos palestinos que vivem no enclave costeiro para o Egito e a Jordânia, países vizinhos da Faixa de Gaza e da Cisjordânia, respetivamente.

O plano suscitou uma onda de críticas internacionais, incluindo ambos os países e também a Liga Árabe.

Na terça-feira, o site Axios informou que o presidente dos EUA teria dito aos repórteres em seu avião na noite de segunda-feira que conversou com El-Sisi sobre o assunto.

Horas depois, uma fonte oficial egípcia, que preferiu o anonimato, negou que os dois políticos tenham falado.

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