Primeira-ministra britânica adia votação sobre acordo do Brexit

A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, adiou repentinamente nesta segunda-feira (10), uma votação parlamentar do acordo que ela tinha feito sobre o Brexit, provocando apreensão sobre seu plano de separação britânica da União Europeia depois de admitir que poderia ser derrotada

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247, com Reuters - A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, adiou repentinamente nesta segunda-feira (10), uma votação parlamentar do acordo que ela tinha feito sobre o Brexit, provocando apreensão sobre seu plano de separação britânica da União Europeia depois de admitir que poderia ser derrotada.

A manobra de May ocorre na véspera da votação parlamentar agendada abre um leque de desfechos possíveis: um Brexit caótico sem acordo, um pacto de última hora a semanas da desfiliação em 29 de março e outro referendo sobre a filiação ao bloco europeu.

Alguns parlamentares riram de May quando ela, ao anunciar o adiamento, disse haver apoio amplo para o acordo que fez com a União Europeia (UE) no mês passado, resultado de 18 meses de negociações difíceis, e que ouviu cuidadosamente pontos de vista diferentes a respeito dele.

Com sua posição claramente ameaçada, a premiê disse que voltará à UE e buscará garantias sobre a chamada solução emergencial irlandesa, concebida para garantir que não se restabelecerá uma fronteira dura na Irlanda em função do Brexit.

"Se fôssemos adiante e realizássemos a votação amanhã o acordo seria rejeitado por uma margem significativa", afirmou May ao Parlamento, acrescentando que tem confiança de ter feito o acordo certo.

"Iremos adiar a votação marcada para amanhã e não agir para dividir a Câmara neste momento", disse ela. Enquanto isso o Reino Unido intensificará um planejamento de contingência para um Brexit sem acordo em 29 de março.

O adiamento do voto marca o que muitos parlamentares rotulam como o colapso da tentativa de dois anos de May de chegar a um meio-termo, segundo o qual o Reino Unido sairia da UE mantendo-se em grande parte em sua órbita econômica.

Não ficou claro de imediato se os outros 27 membros da UE, que têm um peso econômico combinado seis vezes maior do que o britânico, permitirão mudanças que convenceriam seus opositores domésticos a apoiarem um pacto.

Jeremy Corbin, o líder trabalhista, disse que o país não tem mais um "governo funcional".

O Partido Trabalhista, porém, afirmou que só lançaria uma moção de desconfiança contra o governo de May quando sentisse que a ação seria bem-sucedida.

May disse que a questão mais profunda é se o Parlamento quer cumprir o desejo do povo pelo Brexit ou criar divisões na quinta maior economia do mundo com outro referendo.

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