Primeiro-ministro do Líbano deverá anunciar a demissão coletiva de seu governo
Ministro da Saúde do Líbano, Hamad Hassan, disse que todos os membros do governo do libanês apresentarão suas cartas de demissão ainda nesta segunda-feira (10). Demissão coletiva acontece seis dias após a explosão no porto de Beirute que deixou pelo menos 163 mortos e 6 mil feridos
Sputnik - Após forte explosão no porto de Beirute e meses de protestos contra a situação econômica no país, o primeiro-ministro libanês, Hassan Diab, decidiu renunciar, segundo o ministro da Saúde do país.
Após dias de violentos protestos seguidos pela forte explosão na zona portuária de Beirute, o ministro da Saúde libanês, Hamad Hassan, declarou que "todo o governo renunciou".
Desta forma, segundo reportou a Bloomberg, o primeiro-ministro vai formalmente informar o presidente Michel Aoun e entregar a renúncia em nome de todos os ministros.
Anteriormente, a ministra da Justiça, Marie Claude Najm, o ministro da Informação, Manal Abdel Samad, e o ministro do Meio Ambiente, Damianos Kattar, já haviam renunciado aos seus postos.
A renúncia do governo vem logo após fortes protestos que, somada a forte explosão na zona portuária de Beirute, aumentaram ainda mais a insatisfação da população libanesa com o governo.
Muitos consideram a explosão resultado de corrupção e má gestão da elite política no país.
Ainda no sábado (8), Diab convocou novas eleições parlamentares, dizendo que o país não poderia escapar da corrente "crise estrutural" sem um voto, publicou a Al-Jazeera.
Novas eleições vão requerer aprovação do parlamento. Sob um sistema confessionalista, o primeiro-ministro (sunita) é formalmente apontado pelo presidente (um cristão maronita).
É válido ressaltar que a crise econômica e a desvalorização da moeda local, a libra libanesa, já vinham incentivando fortes protestos no país há alguns meses.