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Primeiro-ministro e chanceler do Líbano divergem sobre refugiados sírios

O primeiro-ministro do Líbano, Saad Hariri, reiterou nesta segunda-feira sua oposição ao desejo expresso do ministro das Relações Exteriores, Gebran Bassil, de visitar a Síria para apoiar o retorno de refugiados

Hariri, primeiro-ministro libanês (Foto: Mohamed Azakir/Reuters)
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Prensa Latina - O governo libanês está dividido sobre a abordagem do problema dos refugiados sírios em seu território. 

O primeiro-ministro do Líbano, Saad Hariri, reiterou nesta segunda-feira (14) sua oposição ao desejo expresso do ministro das Relações Exteriores, Gebran Bassil, de visitar a Síria para apoiar o retorno de refugiados. 

"Se Bassil quer visitar a Síria para falar sobre o retorno de refugiados sírios, é problema dele", disse Hariri em comunicado enviado à Prensa Latina por seu gabunete de imprensa.  

No domingo, o chefe da diplomacia libanesa anunciou que planeja a visita, a fim de garantir o retorno dos refugiados.  Se o fizesse, ele se tornaria o ministro libanês de mais destaque desde uma quase ruptura de relações entre Beirute e Damasco. 

Outros ministros fizeram visitas à Síria e geraram críticas em partidos que rejeitam qualquer aproximação com o governo do presidente Bashar -Assad.  

Quanto a isso, Hariri disse, "o país não precisa de mais discussões; o importante para mim hoje é como paramos a crise econômica".   

Mesmo assim, ele alertou que Damasco não deveria interpretar a visita de Bassil como um gesto de aproximação.  "Se o retorno dos refugiados estiver garantido, embora eu duvide, seremos os primeiros a aplaudir, acrescentou".  

Existem cerca de um milhão de refugiados sírios, de acordo com a agência de refugiados da ONU no Líbano, enquanto outras fontes dizem que há muito mais.