Principal oficial anti-China do Pentágono chega a Taiwan em meio à crise dos balões
Antes de Michael Chase chegar a Taiwan, o porta-voz da chancelaria chinesa Wang Wenbin afirmou que os Estados Unidos devem cumprir o princípio de Uma Só China
247 – O vice-secretário adjunto de Defesa dos EUA para a China, Michael Chase, chegou a Taiwan, tornando-se o primeiro alto funcionário da defesa dos EUA a viajar para a ilha desde 2019, informou o Financial Times nesta sexta-feira (17), citando uma fonte familiarizada com a matéria.
Em 2019, Heino Klinck, então vice-secretário adjunto para o Leste Asiático, foi o primeiro oficial de defesa dos EUA mais graduado a visitar a ilha autônoma em quatro décadas.
A viagem de Chase a Taiwan ocorre em meio a tensões intensificadas entre EUA e China, depois que um balão chinês visto atravessando o país norte-americano há algumas semanas provocou um furor diplomático que levou o secretário de Estado, Antony Blinken, a cancelar sua viagem iminente a Pequim.
Os EUA afirmam que o balão fazia parte de um programa de vigilância internacional operado pela China, enquanto Pequim diz que foi um balão de pesquisa meteorológica que saiu do curso.
Antes de Chase chegar a Taiwan, o porta-voz da chancelaria chinesa Wang Wenbin afirmou que os Estados Unidos devem cumprir o princípio de Uma Só China e interromper qualquer forma de intercâmbio oficial e laços militares com a ilha.
"Nos opomos fortemente a intercâmbios oficiais e laços militares entre os EUA e Taiwan, esta é uma posição clara e consistente", disse o diplomata chinês em um briefing.
Wang pediu a Washington que cumpra a política de Uma Só China e as disposições dos três comunicados conjuntos China-EUA, e instou Washington a parar de causar tensão no Estreito de Taiwan.
Ao mesmo tempo, o diplomata não respondeu quando questionado se a China realizará exercícios militares no caso da visita de Chase à ilha.
A situação em torno de Taiwan piorou depois que a então presidente da Câmara dos EUA, Nancy Pelosi, visitou a ilha no início de agosto. Pequim condenou a viagem de Pelosi, considerada um gesto de apoio ao separatismo, e lançou exercícios militares de grande escala nas proximidades da ilha. Apesar disso, vários países, incluindo França, Estados Unidos, Japão e outros, enviaram suas delegações à ilha, aumentando ainda mais as tensões no Estreito de Taiwan.
Taiwan é governada independentemente da China continental desde 1949. Pequim vê a ilha como sua província, enquanto Taiwan --um território com seu próprio governo eleito --afirma que é um país autônomo, mas não chega a declarar independência. Pequim se opõe a qualquer contato oficial de estados estrangeiros com Taipei e considera indiscutível a soberania chinesa sobre a ilha. (Com Sputnik).
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