Prisão de Battisti teve tiros e correria, dizem testemunhas

Algumas testemunhas da prisão do italiano Cesare Battisti na Bolívia afirmam que a versão oficial da polícia boliviana de que a captura aconteceu de forma pacífica é falsa; segundo essas testemunhas (duas pessoas que presenciaram a ação), dois tiros foram disparados para o alto quando ele já estava dominado; imagens e depoimentos mostram que houve correria na rua na hora em que os disparos foram escutados

Prisão de Battisti teve tiros e correria, dizem testemunhas
Prisão de Battisti teve tiros e correria, dizem testemunhas (Foto: REUTERS/Max Rossi)

247 - Algumas testemunhas da prisão do italiano Cesare Battisti na Bolívia afirmam que a versão oficial da polícia boliviana de que a captura aconteceu de forma pacífica é falsa. Segundo essas testemunhas (duas pessoas que presenciaram a ação), dois tiros foram disparados para o alto quando ele já estava dominado. Imagens e depoimentos mostram que houve correria na rua na hora em que os disparos foram escutados. 

A reportagem do jornal Folha de S. Paulo destaca que "as cenas foram registradas pelas câmeras de uma oficina de motos que fica perto do local da prisão. O sistema de segurança, porém, não alcança o local exato da captura —feita na calçada de uma escola, que na hora estava fechada. O dono da oficina, Osvaldo Antezan Blanco, 35, narrou as cenas ao exibi-las à Folha. As imagens do circuito de segurança não têm áudio, mas na gravação feita pela reportagem também são ouvidos sons de uma TV que estava ligada e do motor de uma moto que era consertada."

A matéria ainda acrescenta que "a sequência começa com Battisti passando por uma ponte de concreto sobre o córrego que corta a avenida. Um homem de preto está logo atrás dele, mas se apressa e cruza o asfalto antes do italiano. Esse homem, que caminha em direção à câmera, era um policial, de acordo com Blanco. Battisti, de camiseta preta e calça azul escura, atravessa a avenida na sequência, na diagonal, e chega à calçada, perto de onde estava o carro da polícia boliviana. O relógio do computador que arquivou as imagens marcava 18h35 na hora local (20h35 no horário de Brasília). Ainda estava claro."

 

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