Protestos contra Maduro deixam mais um morto na Venezuela

Ativistas da oposição venezuelana entraram em confronto com as forças de segurança em Caracas, em uma das maiores manifestações nas últimas semanas contra o governo do presidente Nicolás Maduro; um adolescente morreu por ferimento a bala e vários outros ficaram feridos, elevando o número de mortos desde abril para pelo menos 73; cerca de 10.000 manifestantes participaram do protesto

Manifestantes e polícia se enfrentam durante protestos contra o governo de Nicolás Maduro, em Caracas, Venezuela
Manifestantes e polícia se enfrentam durante protestos contra o governo de Nicolás Maduro, em Caracas, Venezuela (Foto: Paulo Emílio)

Reuters - Ativistas da oposição venezuelana entraram em confronto com as forças de segurança em Caracas nesta segunda-feira, em uma das maiores manifestações nas últimas semanas, com o objetivo de dissipar dúvidas sobre a resistência do movimento após mais de dois meses de confrontos de rua quase diários.

Um adolescente morreu por ferimento a bala e vários outros ficaram feridos, elevando o número de mortos desde abril para pelo menos 73.

Cerca de 10.000 manifestantes encheram as ruas da cidade. Diante dos canhões de água das forças de segurança e do lançamento de gás lacrimogêneo, os manifestantes jogaram pedras, bombas de gasolina e poderosos fogos de artifício.

"Dia 80 da resistência, e as pessoas não estão cansadas. Hoje, fica claro para quem estava preocupado que a rua ficasse vazia que não é o caso", disse no protesto o parlamentar de oposição Freddy Guevara.

Uma foto da Reuters mostrou um membro da Guarda Nacional apontando o que parecia ser uma pistola para uma multidão de manifestantes. Em um vídeo separado mostrando o que parecia ser a mesma cena, um agente parece estar atirando com uma pistola.

Em aparente referência ao incidente, o ministro do Interior, Nestor Reverol, descreveu um "uso indevido e desproporcional da força", dizendo no Twitter que várias pessoas ficaram feridas e uma morreu. Ele afirmou que os agentes envolvidos estavam sendo investigados, mas também condenou a violência dos manifestantes.

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