Putin deve girar '360 graus', diz Baerbock
Em outras palavras, apontou o ex-presidente russo Dmitry Medvedev, Putin deve continuar fazendo exatamente o que está fazendo
RT - O presidente russo, Vladimir Putin, deve “girar 360 graus” para que a Ucrânia esteja segura, disse a ministra das Relações Exteriores da Alemanha, Annalena Baerbock, na Conferência de Segurança de Munique. Em outras palavras, apontou o ex-presidente russo Dmitry Medvedev, ele deve continuar fazendo exatamente o que está fazendo.
Aparecendo ao lado do secretário de estado americano, Antony Blinken, e do ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, no sábado, Baerbock foi questionada se há “alguma chance de a Ucrânia estar segura a longo prazo” se Putin permanecer no cargo.
“Se ele não girar 360 graus, não”, respondeu a ministra alemã.
“É hilário que a Europa seja governada por pessoas tão ignorantes”, escreveu o ex-presidente russo Dmitry Medvedev nas redes sociais. “Não há dúvida, conhecedora de geometria, que assim sejá”, zombou. “Estamos mantendo nossa posição".
Baerbock, Blinken e Kuleba falaram em um painel intitulado 'Visões para a Ucrânia', no qual os três tentaram esboçar uma imagem de como o país poderia ser pós-conflito. Todos os três concordaram que, para chegar lá, a Rússia deve se retirar incondicionalmente do território reivindicado por Kiev, que inclui a região russa da Crimeia e as quatro regiões ex-ucranianas que votaram pela adesão à Rússia em setembro.
Ecoando declarações anteriores de Kiev, Kuleba disse que uma “visão de longo prazo” de vitória para a Ucrânia envolve não apenas uma retirada russa, mas “indenizações pelos danos infligidos, responsabilização dos perpetradores de crimes e, o mais importante, a Rússia deve mudar”.
“Enquanto Putin estiver no poder, estaremos com problemas”, afirmou, acrescentando que sua remoção ou aposentadoria levaria a “uma janela de oportunidade para todos nós”.
Os apoiadores ocidentais da Ucrânia não são unânimes sobre o tema da mudança de regime. Enquanto a vice-secretária de estado para Assuntos Políticos dos EUA, Victoria Nuland –que em grande parte orquestrou o golpe pró-Ocidente em Kiev em 2014 –pediu explicitamente esse resultado, o presidente francês, Emmanuel Macron, disse na sexta-feira que tal abordagem está fadada ao fracasso.
“Quando ouço muitas pessoas defendendo a mudança de regime, eu apenas pergunto: para qual mudança? Quem é o próximo? Quem é o seu líder? Como implementá-lo? Experimentamos várias vezes na última década muitas mudanças de regime em muitos países. É um fracasso total”, disse ele na conferência de Munique.
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