'Rainha da cetamina' é condenada a 15 anos por envolvimento na morte de Matthew Perry
Fornecedora de drogas Jasveen Sangha recebeu pena maior que outros acusados após admitir participação no esquema que levou à morte do ator de Friends
247 - A mulher conhecida como “rainha da cetamina” foi condenada a 15 anos de prisão por envolvimento na morte do ator Matthew Perry, encontrado morto em 2023 aos 54 anos. A informação foi divulgada pelo portal G1, com base em dados do caso e relatos das autoridades norte-americanas.
Segundo a reportagem, a sentença foi definida pela juíza federal Sherilyn Garnett, que estabeleceu uma punição superior à aplicada aos demais envolvidos. A condenada, identificada como Jasveen Sangha, havia admitido culpa por cinco crimes relacionados ao tráfico de drogas em setembro de 2025.
De acordo com o laudo de autópsia, Perry morreu em decorrência dos “efeitos agudos da cetamina”. A substância, combinada a outros fatores, fez com que o ator perdesse a consciência e se afogasse em uma banheira de hidromassagem em sua residência.
Conhecido mundialmente por interpretar Chandler Bing na série Friends, Perry já havia falado publicamente sobre sua luta contra a dependência química, inclusive durante o auge da fama. Pouco antes de sua morte, ele afirmava estar sóbrio, mas seguia em tratamento com infusões de cetamina para lidar com depressão e ansiedade.
Ainda segundo as investigações, o ator teria desenvolvido uma nova dependência da substância durante esse tratamento. Após ter um aumento na dose negado pelos médicos, Perry passou a buscar alternativas ilegais para obter a droga.
Nesse contexto, Sangha confessou ter fornecido 51 frascos de cetamina a um intermediário, Erik Fleming. A substância chegou até o ator por meio de seu assistente pessoal, Kenneth Iwamasa.
As autoridades apontam que Iwamasa aplicou ao menos três doses de cetamina no dia da morte do ator, utilizando o material fornecido por Sangha. A acusada também admitiu que sabia que os frascos vendidos ao intermediário seriam destinados diretamente a Perry.
Além disso, Sangha reconheceu ter comercializado cetamina para outra pessoa em agosto de 2019, que morreu poucas horas depois em decorrência de uma overdose, o que agravou sua situação judicial.
Outros envolvidos no caso também assumiram culpa por crimes federais ligados ao tráfico de drogas, incluindo o próprio Fleming, Iwamasa e os médicos Mark Chavez e Salvador Plasencia. A pena mais severa, no entanto, foi aplicada à fornecedora principal da substância, considerada peça-chave no esquema ilegal.