Raúl Castro diz que Cuba não vai abandonar Venezuela apesar de 'chantagem' dos EUA

O líder do Partido Comunista de Cuba, Raúl Castro, disse nesta quarta-feira (10) que Cuba nunca abandonará sua aliada Venezuela, apesar da "chantagem" dos Estados Unidos, que ameaça impor mais sanções devido a esse apoio

Raúl Castro diz que Cuba não vai abandonar Venezuela apesar de 'chantagem' dos EUA
Raúl Castro diz que Cuba não vai abandonar Venezuela apesar de 'chantagem' dos EUA (Foto: Irene Perez/Cortesia Cubadebate/Divulgação via REUTERS)

Sarah Marsh (Reuters) - O líder do Partido Comunista de Cuba, Raúl Castro, disse nesta quarta-feira (10) que Cuba nunca abandonará sua aliada Venezuela, apesar da "chantagem" dos Estados Unidos, que ameaça impor mais sanções devido a esse apoio.

Raúl denunciou também, durante uma reunião da Assembleia Nacional para aprovar uma nova Constituição, o que classificou como novas tentativas dos Estados Unidos para destruir a revolução de esquerda de seu país.

"Temos dito ao governo dos EUA que Cuba não tem medo e continuará construindo o futuro da nação sem interferência externa", disse Raúl aos parlamentares, acrescentando que o governo do presidente venezuelano Nicolás Maduro também está "escrevendo páginas admiráveis de resistência".

As prioridades de Cuba são a economia e a prontidão defensiva diante da hostilidade norte-americana, disse.

O vice-presidente dos EUA, Mike Pence, disse ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta quarta-feira que sua nação anunciará ações adicionais para responsabilizar Cuba por seu apoio à Venezuela.

"Jamais abandonaremos nosso dever de agir em solidariedade com a Venezuela", disse o dirigente cubano. "Nós rejeitamos fortemente todos os tipos de chantagem."

A adoção de uma nova Constituição permitirá ao governo cubano realizar uma atualização modesta de seu sistema centralizado de partido único, e se esperam dezenas de leis para tudo, do sistema de Justiça a estruturas políticas.

Muitos observadores têm esperança de que o governo atualizará mais a economia estatizada ainda ineficiente, que sofre com o encolhimento da ajuda da Venezuela e o endurecimento do embargo econômico dos EUA desde que Donald Trump se tornou presidente.

A escassez de produtos básicos aumentou recentemente, aí incluídos farinha, ovos e frango e o Estado reduziu até o tamanho e a circulação de seus jornais por causa da falta de papel.

Também nesta quarta, Raúl disse que a perspectiva econômica difícil não significará a volta da crise profunda que Cuba viveu após o colapso de sua ex-benfeitora União Soviética em 1991, já que a economia se diversificou deste então.

 

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