Rebelião popular nos EUA, em seu 10º dia, faz homenagens à memória de George Floyd

O décimo dia da rebelião popular contra o racismo nos Estados Unidos foi marcado pelas homenagens durante o funeral de George Floyd, homem negro assassinado por um policial supremacista branco em Minneapolis

(Foto: Reuters)
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247 - Durante o 10º dia da rebelião popular nos Estados UNidos em protesto contra o racismo, as manifestações foram pacíficas e dedicadas a homenagear George Floyd, assassinado pela polícia. 

O UOL informa que as manifestações foram pacíficas até por volta das 22h, quando policiais de Nova York se voltaram contra os manifestantes.

Durante o dia inteiro a imprensa americana enfatizou que os atos ocorriam pacificamente, até que em Nova York os policiais começaram a repreender, alegando cumprimento do toque de recolher.

Já são mais de 10 mil os presos nas manifestações durante os últimos 10 dias. 

O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, foi vaiado durante suas breves declarações na vigília no Brooklyn em homenagem a George Floyd. Ainda assim, ele defendeu o toque de recolher implementado na cidade. "No contexto da crise, no toque de recolher, há um ponto em que já basta. Se os policiais dizem que agora é a hora de ir para casa, é hora de ir para casa."

Outras cidades que aplicavam o toque de recolher decidiram suspendê-lo durante o dia. O assassinato foi o estopim para a explosão dos protestos no país e pelo mundo — diversos manifestantes se reuniam em Atlanta, Los Angeles, Nova York e Washington DC.

O assunto principal do dia foi a despedida a George Floyd. Este foi o primeiro de seis dias de homenagens. Após Mineápolis, cidade onde ele morreu, o funeral irá para Houston e Carolina do Norte.

Na cerimônia, os participantes ficaram em silêncio por 8 minutos e 46 segundos, tempo em que o policial Derek Chauvin ficou com o joelho pressionando o pescoço de Floyd, levando-o à morte.

Philonise Floyd, irmão de Floyd, contou histórias sobre George. Disse que sua família era pobre e que Floyd lavava as meias e roupas da família na pia e as secava no forno. Ele trazia um broche no terno com a foto de seu irmão e as palavras "não consigo respirar", as últimas de Floyd.

O reverendo e veterano ativista pelos direitos civis Al Sharpton foi encarregado do discurso fúnebre. Nele, afirmou que Floyd "não morreu de uma doença comum, mas sim do mau funcionamento da justiça criminal dos Estados Unidos".

O que aconteceu com Floyd acontece todos os dias neste país. É momento de nos colocarmos de pé e, em nome de George, dizermos: tire esse joelho do meu pescoço

A cerimônia, acompanhada de música e fortemente marcada pelas restrições para conter a disseminação da Covid-19, teve momentos íntimos da família e a presença de personalidades como o reverendo Jesse Jackson, a senadora por Minnesota, Amy Klobuchar, e o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey.

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