Recuperação é lenta no Japão um ano após tsunami

Principais autoridades em 60% das cidades e vilas devastadas registram lento progresso no retorno vida normal

Recuperação é lenta no Japão um ano após tsunami
Recuperação é lenta no Japão um ano após tsunami (Foto: KYODO/REUTERS)

Quase um ano depois da tragédia causada por terremoto e tsunami, as principais autoridades japonesas em cerca de 60% das cidades e vilas mais devastadas registram lento progresso no retorno à vida normal, segundo reportagem publicada na edição de segunda-feira do jornal Nikkei. Cerca de 40% das autoridades dizem que ainda está difícil encontrar lugares para viver e trabalhar. E 30% acredita que o desastre deve acentuar a redução da população, diz a pesquisa do jornal.

O próximo domingo marca um ano do desastre que matou 23 mil pessoas. As 37 cidades e vilas que responderam à pesquisa perderam cerca de 50 mil residentes, entre os mortos e 28 mil pessoas que se mudaram. Somadas, as cidades tinham população de 2,48 milhões de habitantes antes do desastre.

Para muitos sobreviventes, ter uma vida normal continua sendo uma ilusão. Cerca de 140 mil moradores ainda estão vivendo em casas temporárias. Ferrovias e outras infraestruturas ainda precisam ser totalmente recuperadas. Poucas das mais de 200 comunidades que buscam se mudar para um lugar mais alto chegaram a um acordo sobre a realocação.

O emprego também se recupera devagar. Grandes empresas como Kirin Holdings e Taiheiyo Cement reiniciaram as operações locais mas muitos negócios pequenos e médios encontram dificuldades. O mesmo ocorre com a agricultura e a pesca, duas grandes fontes de emprego. Na cidade de Miyako, província de Iwate, 24% dos negócios prejudicados pelo desastre não sabem quando vão reabrir ou não puderam ser contatados para a pesquisa. E 12% fecharam as portas definitivamente.

Os moradores da província de Fukushima continuam combatendo as consequências do vazamento de radioatividade no reator nuclear local, causado pelo tsunami. Autoridades de mais de 70% das cidades da província disseram que esperam ver um declínio mais rápido da população e mais da metade enfrenta uma piora nas finanças municipais. As informações são da Dow Jones.

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