Revolucionário Assange já fustigou Tasso e Roseana

Site Wikileaks, que pertence ao australiano refugiado na embaixada do Equador em Londres, já publicou os dados de supostas contas bancárias no exterior, que são atribuídas à governadora do Maranhão, Roseana Sarney, e ao ex-senador tucano Tasso Jereissati; confira os documentos

Revolucionário Assange já fustigou Tasso e Roseana
Revolucionário Assange já fustigou Tasso e Roseana (Foto: Edição/247 )

247 – Transformado neste domingo num personagem reconhecido internacionalmente, capaz de desafiar até o presidente americano Barack Obama, Julian Assange está se convertendo no Che Guevara da era moderna. Com seu site Wikileaks, que já vazou documentos secretos do Pentágono sobre a Guerra do Afeganistão e a invasão do Iraque, Assange e sua legião de hackers são os revolucionários do século XXI. Lutam com a mais poderosa de todas as armas, que é a informação.

Nessa batalha pela transparência, o Wikileaks já teve a chance de fazer dois alvos no Brasil: a governadora do Maranhão, Roseana Sarney, e o ex-senador tucano Tasso Jereissati. Ambos tiveram dados de supostas contas bancárias no exterior expostos no Wikileaks. (Confira aqui o link para as informações de Roseana Sarney e aqui o link para as de Tasso Jereissati).

Tudo começou a partir do arrependimento de um banqueiro suíço, chamado Rudolf Elmer. Ex-gerente da filial do Julius Baer, um dos maiores bancos suíços nas Ilhas Cayman, ele foi demitido e decidiu tornar públicos dados bancários de clientes latino-americanos. Entre eles, figuras ligadas ao narcotráfico e ao ex-presidente do México, Carlos Salinas.

Elmer começou a postar no Wikileaks informações de seus clientes no Julius Baer. Um deles, o advogado José Brafman, ligado a Jorge Murad, marido de Roseana, e Miguel Ethel, amigo da família Sarney. Publicados em maio de 2009 pelo Wikileaks, os dados desse link que fala em US$ 150 milhões, foram negados pela família Sarney.

Sobre Tasso Jereissati, trata-se de um link postado também em março de 2009, sobre uma empresa chamada Ancanajo Trust. O responsável pela postagem foi também Rudolf Elmer, que, depois disso, se tornou alvo de processos na Suíça por atacar um dos principais pilares da economia do país: o sigilo bancário. Apesar da perseguição, ele publicou um livro, chamado Terror Financeiro, em que fala sobre o submundo do dinheiro sujo.

Apesar da denúncia postada no Wikileaks, nenhuma medida foi tomada por autoridades brasileiras, que poderiam abrir investigações sobre a suposta lavagem de dinheiro pelos dois políticos.

 

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