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Risco de escalada se multiplica devido a exercícios da Otan perto das fronteiras russas, advertem fontes da chancelaria

Fontes do Ministério das Relações Exteriores da Rússia adverte para risco de confronto direto

Sede da Otan em Bruxelas (Foto: REUTERS/Yves Herman/)

Sputnik - Devido às manobras da Otan nas imediações da fronteira russa, o risco de incidentes não intencionais e agravamento da situação aumentam, afirmaram à Sputnik fontes do Ministério das Relações Exteriores russo.

"Gostariamos de enfatizar que, como resultado das manobras da Aliança [Atlântica] nas proximidades de nossas fronteiras estatais, o espaço aéreo e marítimo aumenta o risco de incidentes não intencionais e agravamento da situação", observa o ministério.

No ministério também enfatizam que nas condições atuais, quando a OTAN levanta a tensão, "o risco de tais casos se tornarem conflitos armados é muito alto".

Sobre os objetivos firmes dos maiores exercícios da OTAN

Além disso, o MRE russo destacou que a Aliança Atlântica não está escondendo o que está praticando para repelir o ataque da Rússia.

A Organização do Tratado do Atlântico Norte realizará seu maior exercício desde a Guerra Fria, o Steadfast Defender, em diversas partes da Europa no ano que vem, confirmou anteriormente o presidente do Comitê Militar da aliança, almirante Rob Bauer.

"Exercícios da OTAN Steadfast Defender, planejados, de acordo com dados disponíveis, para a primavera de 2024, cobrirá o território de vários países europeus. Está previsto envolver mais de 40 mil militares", esclareceu o ministério.

Como outras manobras da série Defender, esses exercícios envolvem a transferência de conexões e equipamentos americanos para a Europa, o desenvolvimento da logística apropriada.

O MRE russo relembrou que a OTAN, nas últimas décadas, tem aumentado continuamente a escala de exercícios, que são cada vez mais provocativos e agressivos, e são conduzidos intencionalmente principalmente nas proximidades das fronteiras russas.

Além disso, observa-se que a cada ano cresce o número de funcionários e de equipamentos militares.

"Ao mesmo tempo, enquanto lendas anteriores de tais manobras da aliança falavam sobre algum inimigo 'imaginado' no Oriente, agora a OTAN não está se escondendo: eles estão praticando as ações para repelir o ataque da Rússia", disse o Ministério das Relações Exteriores, acrescentando que se trata de "cenários realistas" para o uso das forças da OTAN.

O ministério destacou que a Rússia regularmente propôs várias iniciativas à aliança para a redução da tensão na região, pediu a renúncia de passos provocativos, e seus próprios exercícios em uma base voluntária moveram-se para o interior.