RNA de coronavírus sobreviveu nas cabines de navio por 17 dias após saída de passageiros

O RNA do coronavírus sobreviveu por 17 dias nas superfícies de cabines de pessoas infectadas no navio Diamond Princess, que ficou em quarentena em um porto no Japão. É o que aponta um estudo do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA

Cruzeiro Diamond Princess
Cruzeiro Diamond Princess (Foto: Reuters)

247 - O RNA do coronavírus sobreviveu por 17 dias nas superfícies de cabines de pessoas infectadas no navio Diamond Princess, que ficou em quarentena em um porto no Japão desde 4 de fevereiro, quando um passageiro foi diagnosticado com a doença. É o que aponta um estudo do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos publicado nesta segunda-feira (23).

De acordo com os pesquisadores, o RNA, material genético do vírus que causa o Covid-19, “foi identificado em uma variedade de superfícies em cabines de passageiros infectados sintomáticos e assintomáticos até 17 dias depois que as cabines foram desocupadas no Diamond Princess, mas antes dos procedimentos de desinfecção".

A descoberta não significa necessariamente que as pessoas se infectaram pelo contato com superfícies contaminadas, informaram os estudiosos. 

O navio Diamond Princess era o local com maior grupo de confirmações de coronavírus fora da China no começo de fevereiro. Havia na embarcação 3.711 passageiros e tripulantes, com 712 (19.2%) casos da doença.Nove pessoas morreram.

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