Rússia, Armênia e Azerbaijão assinam acordo de paz em Nagorno-Karabakh

O presidente russo, Vladimir Putin, declarou que Armênia e o Azerbaijão devem realizar troca de prisioneiros de guerra, acrescentando que a Rússia parte do fato de que os acordos alcançados criarão as condições necessárias para uma solução de longo prazo

(Foto: Sputnik / Ministério das Relações Exteriores da Rússia)
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Sputnik Brasil - O primeiro-ministro da Armênia, Nikol Pashinyan, declarou nesta segunda-feira (9) que foi assinado com a Rússia e o Azerbaijão um acordo de paz em Nagorno-Karabakh.

De acordo com Pashinyan, o texto da declaração conjunta é extremamente doloroso para ele e para o povo armênio, mas a decisão tinha que ser tomada.

"Assinei uma declaração com os presidentes da Rússia e do Azerbaijão para encerrar a guerra de Karabakh às 01h00 [18h de Brasília]. O texto da declaração já publicada é indescritivelmente doloroso para mim pessoalmente e para nosso povo. Tomei essa decisão como resultado de uma análise profunda. A situação militar e as avaliações das pessoas que a conhecem melhor", disse ele.

Posteriormente, o anúncio foi confirmado pelo porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, que informou sobre o acordo de um cessar-fogo completo e o fim de todas as hostilidades na zona do conflito de Nagorno-Karabakh. 

O presidente russo, Vladimir Putin, declarou que Armênia e o Azerbaijão devem realizar troca de prisioneiros de guerra, acrescentando que a Rússia parte do fato de que os acordos alcançados criarão as condições necessárias para uma solução de longo prazo e de formato completo da crise em torno de Nagorno-Karabakh.

"Um contingente de manutenção da paz da Federação da Rússia está se posicionando ao longo da linha de contato em Nagorno-Karabakh e ao longo do corredor que conecta Nagorno-Karabakh com a república da Armênia", disse Putin em um comunicado.

A Armênia e o Azerbaijão têm protagonizado um conflito armado em Nagorno-Karabakh desde 27 de setembro, quando se acirrou o conflito armado entre os países na região.

Os lados se acusam mutuamente sobre o início das operações militares em 27 de setembro. Desde então, houve pelo menos três tentativas de cessar-fogo que fracassaram.

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