Rússia convoca conselho de Segurança após Obama bombardear Exército sírio

O Conselho de Segurança da ONU se reúne para discutir os ataques da coalizão liderada pelos Estados Unidos, do presidente Barack Obama, contra posições militares sírias, informaram diplomatas; a Rússia, presidida por Vladimir Putin, pediu esta reunião de emergência depois dos ataques; porta-voz Maria Zakharova disse que os ataques teriam provocado a morte de 62 soldados sírios; o comando geral do Exército da Síria, país comandado por Bashar al-Assad, acusou a coalização de apoiar o Estado Islâmico e alegou que os bombardeios abriram caminho para que os combatentes do EI tomem Jebel Tharda, perto do aeroporto 

O Conselho de Segurança da ONU se reúne para discutir os ataques da coalizão liderada pelos Estados Unidos, do presidente Barack Obama, contra posições militares sírias, informaram diplomatas; a Rússia, presidida por Vladimir Putin, pediu esta reunião de emergência depois dos ataques; porta-voz Maria Zakharova disse que os ataques teriam provocado a morte de 62 soldados sírios; o comando geral do Exército da Síria, país comandado por Bashar al-Assad, acusou a coalização de apoiar o Estado Islâmico e alegou que os bombardeios abriram caminho para que os combatentes do EI tomem Jebel Tharda, perto do aeroporto 
O Conselho de Segurança da ONU se reúne para discutir os ataques da coalizão liderada pelos Estados Unidos, do presidente Barack Obama, contra posições militares sírias, informaram diplomatas; a Rússia, presidida por Vladimir Putin, pediu esta reunião de emergência depois dos ataques; porta-voz Maria Zakharova disse que os ataques teriam provocado a morte de 62 soldados sírios; o comando geral do Exército da Síria, país comandado por Bashar al-Assad, acusou a coalização de apoiar o Estado Islâmico e alegou que os bombardeios abriram caminho para que os combatentes do EI tomem Jebel Tharda, perto do aeroporto  (Foto: Leonardo Lucena)

247 - O Conselho de Segurança da Organizações das Nações Unidas (ONU) se reúne neste sábado (17) para discutir os ataques da coalizão liderada pelos Estados Unidos contra posições militares sírias, informaram diplomatas. A Rússia pediu esta reunião de emergência depois dos ataques aéreos da coalizão internacional liderada pelos EUA contra tropas sírias perto de Deir al-Zor.

Vale ressaltar que a Síria é um importante comprador de armamentos da Rússia, e também oferece ao país a base naval de Tartus, única instalação russa no mar Mediterrâneo.

A porta-voz Maria Zakharova disse que os ataques teriam provocado a morte de 62 soldados sírios. "Vamos exigir de Washington explicações completas e muito detalhadas que deverão ser expostas ao Conselho de Segurança da ONU", afirmou Zakharova.

Segundo ela, a Rússia se mostrou "muito preocupada" com esses bombardeios que "atingiram diretamente o exército sírio que combatia os contingentes do grupo EI". "Esses ataques colocam em risco tudo o que foi conquistado até agora pela comunidade internacional", pelo Grupo Internacional de Apoio à Síria, por Moscou e por Washington, padrinhos do processo de paz na Síria, afirmou Zakharova.

Em comunicado, o Pentágono admitiu que é "possível" que bombardeio da coalizão internacional tenha atingidos membros e veículos do Exército do governo sírio na cidade de Deir al-Zor, no leste da Síria.

O Pentágono afirmou que as forças da coalizão internacional acreditavam ter atingido uma posição de um grupo de militantes do EI que estavam acompanhando durante "uma quantidade significativa de tempo", mas disse que o Ministério da Defesa da Rússia advertiu que era "possível" que soldados e veículos que estavam sendo bombardeados fizessem parte das forças do regime sírio e a coalizão internacional decidiu interromper o ataque.

"O ataque aéreo foi interrompido imediatamente quando funcionários da coalizão foram informados pelas autoridades russas que era possível que pessoal e veículos postos no alvo fossem parte do Exército sírio", informou.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos, por sua vez, informou que pelo menos 30 membros das forças do regime sírio morreram no bombardeio, que aconteceu no penúltimo dia do cessar-fogo acertado entre EUA e Rússia.

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