Rússia diz que EUA ignoram propostas para salvar tratado nuclear

"Estamos prontos para defender o INF (sigla em inglês do Tratado sobre Armas Nucleares de Médio Alcance)", disse o chanceler russo Sergei Lavrov em entrevista coletiva nesta quarta-feira (16), pedindo aos países europeus que "forcem Washington a tomar uma posição" mais responsável "a este respeito

Rússia diz que EUA ignoram propostas para salvar tratado nuclear
Rússia diz que EUA ignoram propostas para salvar tratado nuclear (Foto: REUTERS/Sergei Karpukhin)

247, com Hispan TV - "Estamos prontos para defender o INF (sigla em inglês do Tratado sobre Armas Nucleares de Médio Alcance)", disse o chanceler russo Sergei Lavrov em entrevista coletiva nesta quarta-feira (16), pedindo aos países europeus que "forcem Washington a tomar uma posição" mais responsável "a este respeito.

O ministro russo indicou que os norte-americanos ignoram todas as propostas "construtivas" de Moscou para salvar o tratado e insistem em seu ultimato, tal e "como foi visto na reunião em Genebra (Suíça)" entre delegações dos dois países.

Na terça-feira, as delegações russa e norte-americana se encontraram em Genebra para falar sobre o tratado INF, mas não chegaram a um acordo. Lavrov disse que, apesar dos esforços de seu país para salvar o INF, o Kremlin teme que Washington queira "acabar" com esse acordo nuclear.

O chefe da diplomacia russa descreveu a atual situação mundial como "complicada", observando que o potencial de conflito aumentou principalmente devido à "falta de vontade de alguns países ocidentais liderados pelos EUA".

O INF foi assinado em 1987 pelos EUA e a então União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), e é de vital importância para preservar a segurança mundial.

Os EUA acusam a Rússia de violar o Tratado INF, "desenvolvendo em segredo" as armas que são proibidas no acordo, e usam esse pretexto para sua possível saída do acordo.

Moscou, por sua vez, nega categoricamente essas acusações e denuncia que é Washington que viola o acordo ao implantar escudos antimísseis perto de suas fronteiras ocidentais.

Além da decisão de abandonar o Tratado INF, os EUA retiraram-se em 2002 do Tratado de Mísseis Antibalísticos (ABM) e não pretendem discutir a extensão do Tratado de Redução de Armas Estratégicas (START III). Ambas as questões foram levantadas pela Rússia e outros países.

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