Rússia e China vetam guerra dos EUA contra Venezuela

Os ministros das Relações Exteriores da China e da Rússia afirmaram nesta quarta-feira (27) que são contrários a uma ação militar na Venezuela, cujo presidente Nicolás Maduro os Estados Unidos pretendem derrubar por um golpe de Estado ou uma intervenção armada; é uma derrota para Donald Trump e também para Jair Bolsonaro, que a ele se submete

Rússia e China vetam guerra dos EUA contra Venezuela
Rússia e China vetam guerra dos EUA contra Venezuela

247, com AFP - Os ministros das Relações Exteriores da China e da Rússia afirmaram nesta quarta-feira (27) que são contrários a uma ação militar na Venezuela, cujo presidente Nicolás Maduro os Estados Unidos pretendem derrubar por um golpe de Estado ou uma intervenção armada.

Washington declarou que não descarta nenhuma opção, incluindo a militar. E o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, afirmou no fim de semana ter certeza de que "os dias de Maduro estão contados".

O ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, considerou que era um pretexto para uma intervenção armada a tentativa dos EUA de forçar a entrega de uma chamada ajuda humanitária. .

"Trabalhamos com todos os países preocupados, como nós, cntra a ideia de uma interferência militar", afirmou em Wuzhen (leste da China), durante uma reunião trilateral programada há muitos meses com seus colegas da China e Índia.

"Acredito que os Estados Unidos deveriam escutar o que pensam os países da região", completou Lavrov.

Washington pedirá esta semana uma votação no Conselho de Segurança da ONU para uma resolução que permita a entrada de "ajuda humanitária". Moscou deve utilizar seu poder de veto.

A China, tradicionalmente a favor de uma política externa baseada na não interferência, afirmou que a questão venezuelana "é por natureza um problema interno na Venezuela", afirmou nesta quarta-feira Wang Yi, o ministro chinês das Relações Exteriores, ao concordar com os comentários de seu colega russo contra a intervenção militar.

Além disso, Yi também pediu o respeito às "normas básicas das relações internacionais" e da "soberania" dos Estados.

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