Rússia está comprometida com a moratória de testes nucleares, diz diplomata russo
"Continuaremos a agir dessa maneira se outros estados nucleares se comportarem da mesma forma", disse Sergey Vershinin, Vice-Ministro das Relações Exteriores da Rússia
TASS — O lado russo está comprometido com a moratória de testes nucleares e manterá essa posição se outros países a observarem, afirmou o Vice-Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Vershinin, na sexta-feira.
"A Rússia declarou uma moratória voluntária de testes nucleares no início dos anos 1990 e tem se comprometido com ela desde então. Continuaremos a agir dessa forma se outros estados nucleares se comportarem da mesma maneira", disse ele na Conferência sobre Facilitação da Entrada em Vigor do Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares.
"Moratórias voluntárias de testes nucleares, embora muito importantes, não podem compensar o fato de que a principal tarefa da aplicação do tratado ainda não foi resolvida", disse ele. "Medidas unilaterais não podem substituir responsabilidades internacionais sob o tratado também."
"Para concluir, gostaria de reiterar que a Rússia aceita a declaração final de nossa conferência, incluindo a lista de medidas para facilitar a entrada em vigor do tratado. Faremos o nosso melhor para promover a sua implementação prática", enfatizou Vershinin.
O Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares foi aprovado pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 24 de setembro de 1996. Ele proíbe testes de explosões nucleares de armas nucleares e qualquer outra explosão nuclear, tanto para fins civis quanto militares, em todos os ambientes. O tratado foi ratificado por 178 países, incluindo o Reino Unido, França e Rússia. No entanto, ainda não entrou em vigor. Para entrar em vigor, precisa ser ratificado por 44 países que possuem armas nucleares ou têm capacidade potencial para obtê-las (eles estão listados no Anexo; a lista foi elaborada com base em dados da Agência Internacional de Energia Atômica). Oito países dessa lista estão fora do tratado: Índia, Coreia do Norte e Paquistão não assinaram o tratado; Egito, Israel, Irã, China e Estados Unidos assinaram, mas não o ratificaram.
