Rússia, Irã e Turquia marcam encontro em busca da paz na Síria

Reunião será na capital do Cazaquistão, Astaná, e poderá ser mais um passo para chegar ao fim do conflito no país árabe

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siria (Foto: Reinaldo)

247, com Prensa Latina - Os responsáveis pela diplomacia dos três países garantidores do acordo de Astaná para a pacificação da Síria se reunirão em Moscou, segundo anunciou nesta quinta-feira (26) o Ministério de Assuntos Exteriores turco em uma curta nota.

O encontro tripartite, que terá lugar no sábado (28), contará com a presença dos chanceleres Mevlut Cavusoglu (Turquia), Sergey Lavrov (Rússia) e Mohamad Yavad Zarif (Irã).

"Na reunião serão abordados todos os aspectos da cooperação estabelecida no marco do acordo de Astaná e serão analisados os passos que podem ser dados a partir desse momento", diz a nota.

O processo de Astaná começou em janeiro de 2017 na capital do Cazaquistão, como uma iniciativa dos três países para tentar chegar a uma solução política para o conflito armado na Síria, que já dura sete anos.

O encontro de chanceleres anterior ocorreu em 15 de março.

Crítico do intervencionismo de potências imperialistas, o chanceler do Irã afirmou que as ações de forças estrangeiras, como o recente ataque dos Estados Unidos, Reino Unido e França contra a Síria atrasam a possibilidade de paz no país árabe.

"As intervenções estrangeiras adiam a conquista da paz", disse em Bruxelas, Bélgica, durante a conferência internacional 'Apoiando o futuro da Síria e da região'.

O chefe da diplomacia iraniana pediu à comunidade internacional que priorize a questão humanitária acima de qualquer outra consideração, "sem condições pré-estabelecidas ou políticas". Ressaltou que é "imperiosa a necessidade de melhorar a situação dos refugiados sírios e das pessonas deslocadas dos seus lares", o que, enfatizou, facilitará os esforços para uma solução pacífica".

Um cessar fogo deveria ser a prioridade, na opinião do chanceler iraniano, que reafirmou o empenho do seu país, junto com a Rússia e a Turquia, no marco do Processo de Paz de Astaná.

"A crise só será resolvida como parte de um procedimento integral dirigido e autorizado pelo povo sírio e com pleno respeito à integridade territorial, soberania e independêcia da Síria", disse Zarif.

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