Rússia reforça sua aliança militar com a China

Presidente russo, Vladimir Putin, declarou que Moscou está ajudando a China a criar um sistema de alerta de ataque com mísseis, que aumentará "fundamental e radicalmente" a capacidade de defesa do país asiático

Siga o Brasil 247 no Google News

Sputnik - O presidente russo, Vladimir Putin, participou nesta quinta-feira (3) do Clube Internacional de Discussões Valdai, no qual comentou o papel de Moscou no atual cenário internacional.

O presidente russo, Vladimir Putin, declarou que Moscou está ajudando a China a criar um sistema de alerta de ataque com mísseis, que aumentará drasticamente a capacidade de defesa do país asiático.

"Continuaremos a trabalhar na esfera espacial, no campo da cooperação técnico-militar [...] Agora estamos ajudando nossos parceiros chineses a criar um sistema de aviso de ataque a mísseis. Isso é algo muito sério que aumentará fundamental e radicalmente a capacidade de defesa da República Popular da China, porque agora somente os Estados Unidos e a Rússia têm esse sistema", disse Putin.

PUBLICIDADE

De acordo com ele, é impossível restringir a China, e quem tentar fazer isso apenas se prejudicará.

"Com relação às tentativas de restringir a China: acho que por definição é impossível. E se alguém fizer essas tentativas, quem o fizer, entenderá que é impossível. E durante essas tentativas, é claro, se prejudicará", acrescentou Putin durante a sessão plenária do Clube Valdai em Sochi, na Rússia.

PUBLICIDADE

O presidente russo comentou também criticou os EUA, afirmando que a questão da segurança internacional piorou por conta das ações norte-americanas no mundo.

"A situação não ficou melhor. Ela piorou por conta da retirada dos EUA do Tratado INF[tratado de Foças Nucleares de Alcance Intermediário], isso é óbvio para todos. Agora, estamos aguardando a próxima decisão", disse Putin.

PUBLICIDADE

No dia 2 de agosto, o Tratado INF foi encerrado. No início do ano, Washington anunciou saída unilateral do acordo, acusando a Rússia de ter violado o acordo. Moscou nega todas as alegações. No início de julho, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, assinou o decreto sobre a suspensão do acordo.

O conhecimento liberta. Saiba mais. Siga-nos no Telegram.

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como em brasil247.com/apoio

Apoie o 247

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

PUBLICIDADE

Cortes 247

PUBLICIDADE
WhatsApp Facebook Twitter Email