HOME > Mundo

Salário mínimo na Venezuela vai aumentar 15%

Com o novo aumento anunciado por Nicolas Maduro, os venezuelanos vão passar a receber mensalmente 5.633,97 bolívares, que equivalem a 770 euros, no país onde vigoram três taxas de câmbio oficiais, 6,30, 12 e 52,1 bolívares por cada dólar norte-americano, aplicadas a alimentos e importações prioritárias, turismo e outras importações, respectivamente, e onde um café custa 40 bolívares (5,47 euros)

Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, exibe cópia da Constituição durante entrevista coletiva no Palácio Miraflores, em Caracas, na Venezuela, no fim de dezembro. 30/12/2014 REUTERS/Carlos Garcia Rawlins (Foto: Roberta Namour)

Da Agência Lusa - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou hoje (22) que o salário mínimo vai aumentar 15% a partir de fevereiro, reajuste que será aplicado também às pensões.

"No ano passado, fizemos três aumentos, com o subsídio de alimentação incluído. Este ano, vamos começar com um primeiro aumento, a partir de 1º de fevereiro, de 15% do salário mínimo dos trabalhadores venezuelanos e de todas as pensões", disse.

Nicolás Maduro falou no Parlamento, durante a sessão anual de apresentação de "memória e contas" do chefe de Estado. Ele destacou que "tem havido um ataque, uma inflação induzida" e que o Executivo tem a obrigação de cuidar do emprego, dos investimentos e dos rendimentos da população.

Com o novo aumento, os venezuelanos vão passar a receber mensalmente 5.633,97 bolívares, que equivalem a 770 euros, no país onde vigoram três taxas de câmbio oficiais, 6,30, 12 e 52,1 bolívares por cada dólar norte-americano, aplicadas a alimentos e importações prioritárias, turismo e outras importações, respectivamente, e onde um café custa 40 bolívares (5,47 euros).

Maduro anunciou que o seu governo continuará a usar um sistema de controle cambial de "três mercados" (três taxas), mantendo a taxa preferencial de 6,30 bolívares para a importação de alimentos, um "sistema de leilões" que unificará as outras duas taxas atuais e um novo sistema de casas de câmbio, do qual participará o setor privado.

O presidente admitiu que os preços internacionais do petróleo "não vão voltar aos 100 dólares por barril" e pediu que seja discutido um eventual aumento do preço da gasolina, que é atualmente 0,012 euros o litro na Venezuela.

"É um preço que não cobre praticamente nada (…) pagamos para que deitem (gasolina) nos tanques dos carros mas, nem cobre o mínimo", disse, lembrando que o aumento do preço do combustível é um tema delicado que não permite tomar decisões aceleradas.