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Satélite espião da Coreia do Norte entra em órbita e obtém imagens de base militar dos EUA

A agência estatal de notícias norte-coreana KCNA relatou que o novo satélite da Coreia do Norte obteve imagens da base aérea dos EUA em Guam

Bandeira da Coreia do Norte, na embaixada em Pequim, na China (Foto: REUTERS/Kim Kyung-Hoon)

247 - A Coreia do Norte disse na terça-feira (21) que lançou com sucesso da base de Sohae seu satélite de reconhecimento militar, o Malligyong-1, em um novo foguete, o Chollima-1, informou a agência de notícias sul-coreana Yonhap.

Nesta quarta-feira (22), o Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul (JCS, na sigla em inglês) disse que o satélite espião militar da Coreira do Norte poderia ter entrado em órbita, mas é necessário mais tempo para determinar se o satélite está funcionando corretamente.

Segundo a Yonhap, a Coreia do Norte também disse que lançará mais satélites espiões em breve.

O JCS confirmou que a Coreia do Norte realizou o lançamento previamente anunciado de um satélite de reconhecimento militar na direção sul.

O JCS disse na segunda-feira que a Coreia do Norte o informou sobre os planos de lançar um satélite entre 22 de novembro e 30 de dezembro.

Isto marca a terceira tentativa de lançamento da Coreia do Norte este ano, após duas tentativas frustradas de colocar um satélite de reconhecimento militar em órbita em maio e agosto.

A agência estatal de notícias norte-coreana KCNA relatou nesta quarta-feira que o novo satélite da Coreia do Norte já obteve imagens da base aérea dos EUA em Guam.

Segundo a agência, o líder norte-coreano, Kim Jong-un, observou as imagens aeroespaciais da base aérea de Anderson, o porto de Apra e outras importantes bases militares norte-americanas.

Após o lançamento, a Casa Branca e o secretário-geral da ONU, além da Coreia do Sul,  condenaram o último lançamento de mísseis da Coreia do Norte e instaram Pyongyang a cessar esta atividade.

Seul suspenderá parte de um acordo intercoreano de redução da tensão militar de 2018 em resposta ao lançamento, que permite à Coreia do Sul restaurar imediatamente as atividades de reconhecimento e vigilância ao redor da fronteira com a Coreia do Norte, na área ao redor da Linha de Demarcação Militar que separa os dois países,  informou a mídia sul-coreana informou.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, disse na quarta-feira que Pequim espera que todos os países relevantes mantenham a calma e a moderação após o lançamento do último satélite militar da Coreia do Norte. 

Ela disse que a atual situação na Península Coreana se desenvolveu por uma razão, acrescentando que contribuir para o processo de resolução política na península atendia aos interesses de todos os atores regionais.

A Rússia, por sua vez, por meio da porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova, disse que o último lançamento de satélite militar da Coreia do Norte foi “anunciado com bastante antecedência” e criticou a anulação do acordo por parte da Coreia do Sul.

"Tudo isto, é claro, está repleto de uma escalada para um conflito em grande escala. Tais medidas do lado sul-coreano só causam arrependimento. A escalada das tensões em torno da península é uma consequência direta da atividade militar agressiva dos Estados Unidos e  seus aliados", disse Zakharova. 

A Coreia do Norte colocou em órbita com sucesso seu satélite espião militar Malligyong-1. O lançamento foi realizado no dia 21 de novembro a partir da base de Sohae utilizando o novo foguete Chollima-1  Kim Jong-un compareceu pessoalmente. (Com informações da Sputnik).