Sérgio Amaral: Há no mundo um esgotamento da democracia liberal
Para o futuro embaixador do Brasil em Washington, Sérgio Amaral, os partidos políticos – na Europa e nos EUA – não foram capazes de captar a tempo a crescente insatisfação da sociedade; “há um esgotamento da democracia liberal. Há uma crise de representatividade na Europa, onde se vê um conjunto de partidos antieuropeus. Nos EUA também há uma crise de representatividade porque os partidos políticos esperavam que certos temas fossem absorvidos e não foram”
247 - Para o futuro embaixador do Brasil em Washington, Sérgio Amaral, os partidos políticos – na Europa e nos EUA – não foram capazes de captar a tempo a crescente insatisfação da sociedade.
“É um esgotamento da democracia liberal, porque os partidos não foram capazes de captar a tempo a crescente insatisfação da sociedade e dar uma resposta. Há uma crise de representatividade na Europa, onde se vê um conjunto de partidos antieuropeus. Nos EUA também há uma crise de representatividade porque os partidos políticos esperavam que certos temas fossem absorvidos e não foram”, disse, à colunista Sônia Racy.
Segundo ele, Michel Temer traz de volta um modelo parecido com o que foi o governo Fernando Henrique Cardoso. “Ele está buscando uma pacificação, uma serenidade no trato das coisas e, acima de tudo, tem uma grande capacidade de articulação política. Acredito que isso vai estabelecer um modelo, um novo parâmetro de relações do governo com o Congresso e com a sociedade”, disse.
Quanto aos laços com os EUA, afirma que “temos uma boa oportunidade de um aprofundamento das nossas relações, porque, antes de tudo, existe uma convergência nas políticas maiores dos dois países.”
