Strauss-Kahn fora da cadeia por US$ 1 milhão

Chefo do FMI teve de pagar mais US$ 5 milhes como seguro fiana; ele entregou documentos diplomticos para no poder fugir

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247, com Agências Internacionais – O ex-chefão do FMI, Dominique Strauss-Kahn, conseguiu na tarde desta quinta-feira 19 um regime de prisão domiciliar, sob vigilância eletrônica (provavelmente uma tornozeleira monitorada por satélite), ao pagar US$ 1 milhão de fiança à justiça de Nova York. Ele foi acusado formalmente de sete delitos ligados a crimes sexuais. A pena pode chegar a 25 anos de prisão. Strauss-Kahn foi solto depois de aceitar entregar à justiça seus documentos diplomáticos expedidos pela ONU. Seus advogados alegaram que ele não tem intenção de fugir do país e, também, que sempre foi um “marido e pai caridoso, diplomata, advogado, político, economista e professor”. Agora, ele aguará o transcorrer do processo e seu julgamento em liberdade vigiada.

PELA MANHÃ - O conselho do FMI conseguiu o que queria. Dominique Strauss-Kahn apresentou sua demissão imediata na noite de ontem da instituição. Sua decisão foi declarada no dia em que uma segunda testemunha surge no caso de acusação de agressão sexual. Um empregado do Sofitel já estaria na suíte, ocupada por DSK, quando a camareira entrou. Ele recolhia a mesa do café da manhã naquele momento e disse a ela que poderia fazer seu serviço pois o quarto estava desocupado. Ele não notou a presença do francês no banheiro e partiu logo em seguida.

Leia o conteúdo da carta de DSK enviada aos membros :

« É com uma infinita tristeza que me vejo hoje obrigado a apresentar ao conselho de administração minha demissão do meu posto de diretor geral do FMI. Nesse momento eu penso inicialmente em minha mulher – que eu amo mais que tudo – nos meus filhos, na minha família, nos meus amigos. Eu penso igualmente em meus colaboradores do FMI com os quais nós conquistamos muitas grandes coisas em mais de três anos. A todos, eu quero dizer que eu nego com a mais extrema força tudo de que sou acusado. Quero preservar essa instituição que eu servi com honra e dedicação, e sobretudo, eu quero consacrar todas as minhas forças, todo meu tempo e minha energia a comprovar minha inocência ».

O FMI se pronunciará em breve sobre o procedimento da escolha do novo diretor geral. Nesse intervalo, John Lipsky continua a assegurar as funções de chefe interino. Segundo a China, os países emergentes (que já declararam o interesse em substituir DSK) devem ser representados no FMI. A imprensa chinesa tem feito especulações sobre a possível entrada de Zhu Min, antigo vice-governador do Banco Central Chinês e conselheiro de DSK para assumir o comando.

Na sexta-feira, Dominique Strauss-Kahn passará pela audiência do Grande Juri, que deverá decidir se ele será acusado formalmente. Seus advogados vão entrar hoje com um pedido de liberdade condicional. O número dois do Partido Socialista, Harlem Désir, pediu ao presidente francês, Nicolas Sarkozy, intervir nos Estados Unidos, como já fez por outros francês, para que DSK possa organizar sua defesa de uma forma decente. Dessa vez, porém, o francês em questão era até então considerado seu principal adversário à corrida presidencial de 2012.

O Brasil defende um nome dos países emergentes. Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central, vem sendo citado, mas não é candidato de Guido Mantega.

Especula-se, nos Estados Unidos, que a renúncia tenha sido um acordo entre os advogados de Strauss-Kahn e autoridades americanas. Assim, ele poderia pagar a fiança de US$ 1 milhão para se ver livre da prisão.

 

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