Suprema Corte dos EUA autoriza o casamento gay em todo o país

Com a decisão desta sexta-feira, por 5 votos a 4, a Constituição do país garante aos casais homossexuais em todos os 50 Estados da nação o direito de se casarem, em uma vitória histórica para o movimento dos direitos dos gays nos Estados Unidos; "A America deve se orgulhar", disse o presidente Barack Obama

Apoiadores do movimento dos direitos dos gays nos EUA comemoram decisão da Suprema Corte. 26/06/2015 REUTERS/Jim Bourg
Apoiadores do movimento dos direitos dos gays nos EUA comemoram decisão da Suprema Corte. 26/06/2015 REUTERS/Jim Bourg (Foto: Gisele Federicce)

Por Lawrence Hurley

WASHINGTON (Reuters) - A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu nesta sexta-feira que a Constituição do país garante aos casais homossexuais o direito de se casarem, em uma vitória histórica para o movimento dos direitos dos gays nos EUA.

O tribunal decidiu, por 5 votos a 4, que as garantias constitucionais do devido processo legal e da proteção igualitária nos termos da lei significam que os Estados não podem proibir os casamentos de pessoas do mesmo sexo.

Com o veredicto, o casamento gay se tornará legal em todos os 50 Estados da nação.

O juiz Anthony Kennedy, escrevendo em nome da corte, disse que a esperança das pessoas gays que querem se casar "é não serem condenadas a viver na solidão, excluídas das mais antigas instituições de nossa civilização. Elas pedem a mesma dignidade aos olhos da lei. A Constituição lhes garante esse direito".

Kennedy, um conservador que muitas vezes dá o voto decisivo em casos apertados, foi acompanhado pelos quatro juízes liberais do tribunal.

Emitindo uma opinião contrária, o juiz conservador Antonin Scalia declarou que a decisão da corte mostra se tratar de "uma ameaça à democracia norte-americana".

O veredicto "diz que meu soberano e o soberano de 320 milhões de norte-americanos de costa a costa é a maioria entre os nove juízes da Suprema Corte", disse Scalia.

Atualmente existem 13 proibições estaduais em vigor ao casamento gay nos Estados Unidos, e o Alabama contestou um veredicto que anulou a proibição no Estado.

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