Te cuida, Obama

A crise internacional j derrubou Brown, na Inglaterra, Berlusconi, na Itlia, Zapatero, na Espanha e, agora, Sarkozy, na Frana; ou seja, caram lderes direita e esquerda; Barack Obama pode ser o prximo

Te cuida, Obama
Te cuida, Obama (Foto: Divulgação)

247 – Desde o início da crise econômica internacional, em 2008, que não encontrou respostas adequadas no campo político, um efeito dominó tem se alastrado pelo mundo. Na Inglaterra, o trabalhista Gordon Brown foi derrotado pelo conservador David Cameron. Na Itália, o direitista Sílvio Berlusconi foi trocado pelo tecnocrata Mario Monti. Na Espanha, o socialista José Luis Zapatero abandonou a política e deu lugar a Mariano Rajoy, da direita. Agora, na França, os socialistas voltam ao poder depois de 24 anos, com François Hollande no lugar de Nicolas Sarkozy.

A crise provocou um strike, mas, como se vê, os eleitores não estão votando à esquerda ou à direita. Estão optando pela mudança – na Europa, até agora, 11 governos foram substituídos. Isso significa que há uma desordem social que ainda busca respostas. E o primeiro líder a esboçar uma saída foi justamente François Hollande, ao dizer que “o sistema financeiro não é eleito, mas governa”.

Claramente, há uma mensagem das ruas contra a hegemonia financeira – e que se expressa, do ponto de vista concreto, nos pacotes de austeridade que vêm sendo exigidos dos países em profunda crise econômica. Um remédio que, muitas vezes, em vez de curar, mata o paciente.

Eleição americana

Diante desse cenário, quem deve colocar as barbas de molho é o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que, em novembro, concorre à reeleição.

Seus quatro anos de mandato, até agora, foram fracos, do ponto de vista econômico. A economia andou de lado, o desemprego atingiu quase 10% e empresas americanas perderam competitividade.

É certo que o estrago foi produzido pelo antecessor George W. Bush, mas o eleitor, muitas vezes, não reconhece a raiz do problema. Busca soluções imediatas para suas dificuldades. E Mitt Romney, adversário republicano de Obama, promete resgatar o chamado “sonho americano”, que, na crise, se transformou em mudança.

Te cuida, Obama.

No mundo desenvolvido, os ventos são de mudança.

Bem diferente daqui.

 

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