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Texas proíbe uso de Shein e Alibaba por servidores estaduais

A lista também inclui fabricantes de drones e empresas de inteligência artificial como Autel e iFlyTek,

Um logotipo da Shein é retratado no escritório da empresa no distrito comercial central de Cingapura, em 18 de outubro de 2022. (Foto: REUTERS/Chen Lin)

247 - O governador do estado do Texas, Greg Abbott, anunciou nesta segunda-feira (26) uma decisão que proíbe funcionários públicos estaduais de utilizar produtos e serviços de diversas empresas chinesas, incluindo as plataformas de comércio eletrônico Shein e Alibaba. A informação é da agência Reuters. 

Segundo comunicado oficial do governo texano, a medida busca proteger a “privacidade dos texanos” diante de potenciais riscos ligados ao governo da China e ao uso de tecnologias estrangeiras em equipamentos e redes estatais. 

A determinação de Abbott amplia uma lista já existente de tecnologias proibidas e agora inclui não apenas hardwares e softwares, mas também ferramentas de inteligência artificial vinculadas às empresas listadas. 

Pelo texto divulgado pelo governador, a restrição incide sobre o uso de dispositivos físicos, aplicações, programas e sistemas relacionados às companhias, que não poderão ser operados em equipamentos pertencentes ao Estado ou em redes públicas. 

Além de Shein e Alibaba, outras empresas atingidas pela proibição são a plataforma de comércio Temu, a fabricante de equipamentos de rede TP-Link, e o produtor de baterias CATL — todas com conexão à China. 

A lista também inclui fabricantes de drones e empresas de inteligência artificial como Autel e iFlyTek, que passam a integrar o rol de fornecedores cujos produtos não podem ser utilizados por servidores estaduais. 

A decisão de Abbott reflete um movimento mais amplo no governo dos Estados Unidos e em governos estaduais norte-americanos de limitar a presença e o uso de tecnologia ligada a países considerados adversários em termos geopolíticos, sobretudo no contexto de preocupações com coleta de dados e potenciais vulnerabilidades de segurança. 

Autoridades texanas afirmam que a atualização da lista de proibições seguiu recomendações da recém-criada Texas Cyber Command (comando estadual de cibersegurança), que avaliou ameaças à infraestrutura digital do estado e sugeriu a ampliação das restrições. 

A proibição vale exclusivamente para dispositivos, sistemas e redes de propriedade estatal e não se aplica diretamente ao uso pessoal dessas plataformas por cidadãos que residem no Texas, segundo especialistas em políticas públicas consultados após o anúncio. 

Até o momento, as empresas afetadas pela medida não emitiram respostas públicas em relação à decisão do governo texano ou sobre possíveis impactos de suas operações nos Estados Unidos. 

Analistas ouvidos por veículos internacionais lembram que movimentos similares em outras esferas de governo, incluindo restrições a tecnologias estrangeiras, têm se intensificado diante de tensões comerciais e estratégicas entre EUA e China — mesmo após sinais de distensão em disputas tecnológicas no ano passado.