Trabalhadores da saúde da Itália preparam protesto contra falta de proteção

Os sindicatos dos funcionários públicos do setor de saúde da Itália estão preparando uma "paralisação virtual", em protesto contra a falta de medidas de proteção para aqueles que atendem pacientes diagnosticados ou suspeitos de covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus

Equipe médica com roupa de proteção trata paciente com coronavírus em UTI de hospital em Cremona, no norte da Itália
Equipe médica com roupa de proteção trata paciente com coronavírus em UTI de hospital em Cremona, no norte da Itália (Foto: LA7 PIAZZAPULITA/Reuters TV via REUTERS)
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247 - Os trabalhadores da saúde da Itália já entraram em estado de mobilização, segundo aponta nota divulgada pelo sindicato da categoria, após inúmeras mensagens enviadas ao governo e ao parlamento do país. Ao todo, 87 profissionais de saúde morreram após terem contato com infectados.

"Nos vemos obrigados, contra nossa vontade, a proclamar estado de mobilização nas categorias representadas, sem excluir a possibilidade de deflagração de um dia de protesto nacional, para ser implementado de forma 'virtual', ou seja, garantindo a execução regular do trabalho", diz o texto.

Os sindicatos vêm cobrando que todos os funcionários usem, pelo menos, máscaras do tipo FFP2 para se aproximarem de pacientes com a Covid-19, e do tipo FFP3 para acesso às unidades de terapia intensiva, informa a EFE.

Além disso, pedem que seja modificado um ponto de um decreto do governo que exclui os funcionários da saúde e dos serviços públicos essenciais da aplicação da medida de quarentena com observação ativa, em caso de contatos próximos.

Em toda a Itália, mais de 15 mil pessoas morreram em decorrência da infecção pelo novo coronavírus. O número de casos é de quase 129 mil, de acordo com boletim mais recente.

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