Greve geral contra reforma da previdência de Macron paralisa a França
A França vive hoje uma de suas maiores mobilizações de trabalhadores em anos, com uma greve geral sem data para acabar, em protesto contra a reforma da previdência (vídeo)
247 - A França vive nesta quinta-feira (5) um dia de greve geral contra o projeto de reforma da previdência defendido pelo presidente Emmanuel Macron.
A greve paralisa vários serviços no país, incluindo trens, aviões, escolas e hospitais, informa a AFP.
Policiais, garis, advogados, aposentados e motoristas de transportadoras, assim como os "coletes amarelos", o influente movimento social surgido em novembro de 2018 na França, aderiram à greve.
O movimento de protesto também recebeu o apoio de 182 artistas e intelectuais, entre eles o economista Thomas Piketty, autor de um 'best-seller' sobre a desigualdade, assim como dos partidos de esquerda.
Quase 250 comícios estão previstos em dezenas de cidades. Em Paris, as autoridades anunciaram a mobilização 6.000 policiais para evitar distúrbios durante uma passeata prevista para a tarde.
A indignação popular foi motivada pela reforma da Previdência preparada pelo governo de Macron, uma promessa de campanha que tem como objetivo eliminar os 42 regimes especiais que existem atualmente e que concedem privilégios a determinadas categoria profissionais.