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Trump denuncia julgamento por suposta fraude em Nova York como "caça às bruxas"

Ex-presidente dos EUA negou veementemente as acusações, afirmando que "não há crime" e que "o crime é contra mim"

Donald Trump (Foto: Reuters)

247 - O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump classificou o julgamento por suposta fraude que enfrenta nesta segunda-feira como "uma continuação da maior caça às bruxas de todos os tempos". A declaração foi feita quando Trump chegou a um tribunal civil em Nova York, onde ele e seus filhos, Eric e Donald Trump Jr., enfrentam acusações de fraude. Trump negou veementemente as acusações, afirmando que "não há crime" e que "o crime é contra mim".

A procuradora-geral Letitia James, equivalente à secretária de Justiça estadual, estava presente do lado de fora do tribunal e declarou que "a Justiça prevalecerá". Ela acusou o ex-presidente de 77 anos de cometer "fraudes repetidas". Embora Trump não possa ser condenado à prisão por essas acusações, o julgamento pode ter implicações significativas em sua campanha pela indicação republicana para futuras eleições.

O julgamento, que começou nesta segunda-feira, ganhou importância considerável na semana passada. O juiz Arthur Engoron, que preside o caso, determinou que "fraude contínua" havia sido comprovada e que o gabinete da Procuradoria-Geral do estado de Nova York já havia demonstrado que Donald Trump e os executivos de seu grupo haviam "supervalorizado" seus ativos imobiliários em valores que variam de 812 milhões a 2,2 bilhões de dólares no período de 2014 a 2021.

A procuradora Letitia James está buscando uma multa de US$ 250 milhões e a proibição da família Trump de administrar qualquer negócio em Nova York. Trump, em um depoimento de quatro horas prestado em agosto de 2022, optou por não responder a centenas de perguntas da procuradora, invocando a Quinta Emenda da Constituição, que garante o direito de permanecer calado em situações legais.

O julgamento continua e pode ter implicações significativas para o futuro político de Donald Trump e sua família. (Com informações da AFP).