HOME > Mundo

Trump diz que vetará orçamento de defesa dos EUA por beneficiar a China

"O maior vencedor de nosso novo orçamento de Defesa é a China! Vou vetar!", disse Trump pelo Twitter

Donald Trump (Foto: REUTERS/Carlos Barria)

Sputnik Brasil - Neste domingo (12), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu vetar o orçamento de defesa o país, revisado de US$ 740 bilhões (cerca de R$ 3,75 trilhões), apesar de o plano de gastos bipartidários ter sido aprovado pela Câmara dos Representantes e pelo Senado no início desta semana.

"O maior vencedor de nosso novo orçamento de Defesa é a China! Vou vetar!", disse Trump pelo Twitter

A Lei de Autorização de Defesa Nacional (NDAA, na sigla em inglês), que além do orçamento militar inclui também disposições para sancionar o gasoduto Nord Stream 2 e a Turquia pela aquisição de sistemas de defesa antiaérea S-400, de fabricação russa, foi aprovada pela Câmara dos Representantes por uma margem de 335 votos a favor e 78 contra, ainda na terça-feira (8).

Já o Senado norte-americano votou na sexta-feira (11) por 84 a 13 a favor do projeto de defesa. As margens de aprovação nas casas legislativas são suficientes para anular um eventual veto presidencial.

O presidente norte-americano provavelmente expressou sua desaprovação ao NDAA porque o texto revisado não inclui a revogação da seção 230, uma lei que protege as empresas de Internet de serem responsabilizadas por postagens de terceiros.

Trump entrou em conflito com as plataformas de mídia social neste ano, durante os protestos do Black Lives Matter que se seguiram à morte de George Floyd. O projeto de lei também inclui disposições para renomear as bases militares dos EUA que são nomeadas em homenagem a figuras confederadas, consideradas historicamente racistas pela ligação com a defesa da escravidão negra no país.

O atual ocupante da Casa Branca deve deixar o cargo nas próximas semanas, uma vez que o democrata Joe Biden foi apontado como vencedor das eleições presidenciais de 2020 nos EUA pelos principais meios de comunicação do país. O colégio eleitoral se reunirá na segunda-feira (14) para apontar o novo presidente norte-americano. A posse presidencial está marcada para o dia 20 de janeiro de 2021.