Trump: falta de controle em fronteiras provocou “bagunça” na Europa

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse, no Twitter, que o país precisa de fronteiras fortes e que a Europa e o mundo vivem uma "bagunça"; "Nosso país necessita de fronteiras fortes e controle extremo. Agora. Veja o que está acontecendo na Europa e no mundo - uma terrível bagunça!", disse Trump na rede social; decisão de Trump de construir um muro na fronteira com o México e já recebeu críticas da nações como Alemanha, França, Canadá e até da ONU

U.S. President Donald Trump speaks during the Inaugural Law Enforcement Officers and First Responders Reception in the Blue Room of the White House in Washington, U.S., January 22, 2017. REUTERS/Joshua Roberts
U.S. President Donald Trump speaks during the Inaugural Law Enforcement Officers and First Responders Reception in the Blue Room of the White House in Washington, U.S., January 22, 2017. REUTERS/Joshua Roberts (Foto: Leonardo Lucena)

Da Agência Brasil 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste domingo (29), em mensagem no Twitter, que o país precisa de fronteiras fortes e que a Europa e o mundo vivem uma "bagunça".

"Nosso país necessita de fronteiras fortes e controle extremo. Agora. Veja o que está acontecendo na Europa e no mundo - uma terrível bagunça!", disse Trump na rede social. 

O presidente postou a mensagem após uma juíza ter determinou, na noite desse sábado (28), a permanência nos Estados Unidos de refugiados e imigrantes de sete países muçulmanos que estavam prestes a serem deportados em razão de uma ordem executiva de Trump que barra a entrada de cidadãos do Iraque, Síria, Irã, Sudão, Líbia, Somália e Iêmen. A ordem foi anunciada na última sexta-feira (27) e entre 100 e 200 pessoas que estavam em voos para os Estados Unidos ou já se encontravam em solo americano foram detidas e aguardavam ser deportadas, apesar de terem visto para entrar no país.

A suspensão foi decidida pela juíza Ann Donnelly, da corte distrital de Brooklyn, em Nova York, e representa a primeira derrota do veto aplicado pelo presidente Donald Trump à entrada de imigrantes e refugiados, principalmente de países com população de maioria muçulmana. No entanto, a decisão da corte se limita a autorizar que as pessoas atualmente detidas em aeroportos sejam liberadas. Instâncias superiores da Justiça americana ainda vão examinar queixas de advogados e instituições de direitos humanos contra o mérito da ordem executiva do presidente Trump.

Críticas e protestos

A aplicação do decreto anti-imigração provocou diversas manifestações de repúdio nos Estados Unidos e reações críticas de vários países e lideranças políticas, segundo a Radio France Internacionale.

A chanceler alemã Angela Merkel considera que não são "justificadas" as medidas de restrição à imigração adotadas nos Estados Unidos por Donald Trump. "Ela está convencida que mesmo no âmbito da luta indispensável contra o terrorismo, não é justificado suspeitar de maneira generalizada as pessoas em função de sua origem ou crença", disse o porta-voz Steffen Seibert, citado neste domingo (29) pela agência de notícias DPA.

A declaração da chanceler é feita no dia seguinte ao contato telefônico que a líder teve com o presidente americano. O comunicado emitido após a conversa não menciona as novas restrições impostas pela Casa Branca.

Depois de ter sido muito criticada pela recusa em comentar a decisão do governo americano, a primeira-ministra britânica Theresa May, que esteve reunida durante a semana com Donald Trump, se posicionou neste domingo sobre o decreto anti-imigração.

"A política de imigração dos Estados Unidos diz respeito ao governo dos Estados Unidos, da mesma maneira como a nossa deve ser fixada pelo nosso governo. Mas não estamos de acordo com esse tipo de abordagem", declarou um porta-voz de Downing Street. Londres afirma que irá "intervir junto ao governo americano" se a política de imigração tiver um impacto sobre os cidadãos britânicos.

Sem comentar diretamente o decreto do presidente Trump, o governo canadense reforçou sua política de "braços abertos" aos refugiados para marcar sua diferença com o país vizinho.

A aplicação do decreto anti-imigração assinado na sexta-feira (27) pelo presidente Donald Trump provocou diversas manifestações de repúdio nos Estados Unidos e reações críticas de vários países e lideranças políticas. As informações são da Radio France Internacionale.

A chanceler alemã Angela Merkel considera que não são "justificadas" as medidas de restrição à imigração adotadas nos Estados Unidos por Donald Trump. "Ela está convencida que mesmo no âmbito da luta indispensável contra o terrorismo, não é justificado suspeitar de maneira generalizada as pessoas em função de sua origem ou crença", disse o porta-voz Steffen Seibert, citado neste domingo (29) pela agência de notícias DPA.

No comunicado, a chanceler lamenta a proibição da entrada no país pelo governo americano adotada contra os refugiados e cidadãos de alguns países. O governo alemão disse que vai "avaliar as consequências" da medida para pessoas que tenham a dupla cidadania alemã e de alguns dos países afetados pelo decreto.

A declaração da chanceler é feita no dia seguinte ao contato telefônico que a líder teve com o presidente americano. O comunicado emitido após a conversa não menciona as novas restrições impostas pela Casa Branca.

Depois de ter sido muito criticada pela recusa em comentar a decisão do governo americano, a primeira-ministra britânica Theresa May, que esteve reunida durante a semana com Donald Trump, se posicionou neste domingo sobre o decreto anti-imigração.

"A política de imigração dos Estados Unidos diz respeito ao governo dos Estados Unidos, da mesma maneira como a nossa deve ser fixada pelo nosso governo. Mas não estamos de acordo com esse tipo de abordagem", declarou um porta-voz de Downing Street. Londres afirma que irá "intervir junto ao governo americano" se a política de imigração tiver um impacto sobre os cidadãos britânicos.

Sem comentar diretamente o decreto do presidente Trump, o governo canadense reforçou sua política de "braços abertos" aos refugiados para marcar sua diferença com o país vizinho.

Uma manifestação foi convocada no Aeroporto JFK, em Nova York, que pediram com palavras de ordem e cartazes a liberação dos imigrantes detidos.

Protestos também foram realizados nos aeroportos de Dulles, perto de Washington, Chigago (norte), São Francisco (oeste), Los Angeles (sudoeste) e Dallas (sul).

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