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Trump tem pela frente 100 dias de desespero e medo da derrota

Faltando 100 dias para as eleições presidenciais dos Estados Unidos, Donald Trump tem dado demonstrações de desespero diante da hipótese cada vez mais provável da derrota

Trump tem pela frente 100 dias de desespero e medo da derrota (Foto: Kevin Lamarque)

247 - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vive um mau momento. Isolado, preso na nostalgia de sua vitória em 2016 e criticado em suas próprias fileiras pela desastrosa gestão da  pandemia da Covid-19. 

As eleições presidenciais de 3 de novembro poderão ser muito tensas, em um momento em que o país se encontra dividido e preocupado, em meio às 140 mil mortes por Covid-19 e ao choque da crise econômica, indica reportagem do Estadão

A partir deste domingo faltarão 100 dias para as eleições, momento em que o estilo de confrontação de Trump se intensifica.

Trump afirma que seu rival democrata, Joe Biden, de 77, é um "fantoche" da "esquerda radical" e o acusa de querer destruir o "estilo de vida americano". Em resposta, o candidato democrata afirma que o que está em jogo é "uma batalha por qual é a alma" dos Estados Unidos, aponta a reportagem .

O republicano está atrás em todas as pesquisas. Até agora, a pandemia enfraqueceu Trump. Segundo uma pesquisa publicada pela emissora ABC News, dois terços dos americanos desaprovam sua resposta ao coronavírus.

Desesperado, Trump diz que as pesquisas são falsas. "Não estou perdendo, as pesquisas são falsas", afirma. 

No início da semana, ele mudou o chefe de sua campanha e admitiu que a situação da Covid-19 "vai piorar antes que haja uma melhora".

Os manifestantes sujeitos ao "uso desnecessário ou excessivo da força" pelos policiais devem ter o direito de realizar "investigações independentes, imparciais e transparentes sobre qualquer alegação de violação dos direitos humanos", enfatiza.

Sua chegada, no entanto, agravou ainda mais a situação na cidade, cujo centro já foi palco de mais de 50 dias consecutivos de tumultos e subsequentes confrontos com a polícia. Os manifestantes se opõem à presença de forças do governo e exigem sua retirada.

Por outro lado, as autoridades federais culpam os ativistas, que chamam de "anarquistas" e "terroristas" - por acenderem os protestos.