Turquia condena ataques aéreos de Israel na Síria

"O ataque aéreo de Israel realizado em Damasco é completamente inaceitável. Não há lógica, não há pretexto que possa desculpar essa operação", afirmou o primeiro-ministro turco, Tayyip Erdogan

Turquia condena ataques aéreos de Israel na Síria
Turquia condena ataques aéreos de Israel na Síria (Foto: UMIT BEKTAS)

ANCARA, 7 Mai (Reuters) - O primeiro-ministro turco, Tayyip Erdogan, condenou nesta terça-feira os ataques aéreos israelenses contra alvos próximos a Damasco, dizendo que são uma oportunidade para que o presidente sírio, Bashar al-Assad, possa encobrir seus próprios crimes.

"O ataque aéreo de Israel realizado em Damasco é completamente inaceitável. Não há lógica, não há pretexto que possa desculpar essa operação", afirmou Erdogan em uma reunião parlamentar de seu partido.

"Estes ataques são chances, oportunidades oferecidas em uma bandeja de ouro para Assad e para o regime sírio ilegítimo. Usando o ataque de Israel como uma desculpa, ele está tentando encobrir o genocídio em Banias", disse ele.

Erdogan estava se referindo a uma cidade costeira da Síria, onde ativistas contrários ao governo disseram que pelo menos 62 pessoas foram mortas por combatentes aliados a Assad no fim de semana.

Autoridades israelenses disseram que os ataques aéreos na sexta-feira e domingo não tinham a intenção de influenciar a guerra civil em seu país vizinho, mas apenas impedir que mísseis iranianos chegassem a militantes do Hezbollah libanês para um possível uso contra o Estado judeu.

Residentes e fontes da oposição disseram que os aviões israelenses atingiram tropas sírias de elite no vale do rio Barada, que flui através de Damasco, e na montanha Qasioun, com vista para a capital. Eles disseram que os alvos incluíram defesas aéreas, guardas republicanos e um complexo relacionado a armas químicas.

O Líbano, que faz fronteira com Israel e Síria, também condenou os ataques aéreos e apelou ao Conselho de Segurança da ONU para condenar as violações de seu espaço aéreo por parte de Israel.

(Por Jonathan Burch)

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